Cultura

Produtora Porto Bello Filmes lança o Cais de Oportunidades, plataforma que unifica oportunidades na área cultural

Todo projeto cultural precisa de um lugar de onde partir. Para muita gente, esse ponto de partida pode estar em um edital, um fundo, um festival ou uma residência artística. O problema é que milhares dessas oportunidades estão espalhadas pelo mundo, e muitas vezes artistas e produtores sequer ficam sabendo que existem, mesmo quando seus projetos poderiam se encaixar perfeitamente nelas. Foi para mudar essa história que a produtora carioca Porto Bello Filmes criou o Cais de Oportunidades, plataforma que entra no ar dia 17 de novembro, em caisdeoportunidades.com.br.

Criado para ser a primeira plataforma a centralizar oportunidades do mundo todo para produtores culturais, o Cais já reúne mais de 700 chamadas abertas de mais de 45 países, em um catálogo que recebe novas oportunidades semanalmente. São festivais e mostras, editais públicos, laboratórios de desenvolvimento, residências artísticas, fundos internacionais, prêmios, mercados de coprodução e programas de formação, entre outras oportunidades.

A assinatura custa R$19,90 por mês ou R$199 ao ano, com sete dias grátis para testar, sem cadastrar cartão. Quem entrar na lista de espera, já aberta no site, garante o valor especial de lançamento: R$14,90 por mês, válido pelos primeiros 12 meses. Toda quinta-feira, a plataforma envia ainda uma newsletter gratuita com uma seleção das chamadas que chegaram na semana.

 

E o alcance vai muito além do cinema. O Cais atende mais de 17 linguagens, entre audiovisual, teatro, dança, circo, música, artes visuais, fotografia, performance, literatura, design e culturas populares. O Cais monitora diariamente novas oportunidades, que são incorporadas à plataforma todas as quintas-feiras. Ao longo da semana, as chamadas cujos prazos se encerram deixam de aparecer entre as inscrições abertas, mantendo o catálogo em constante renovação.

O Cais de Oportunidades nasceu da metodologia desenvolvida pela Porto Bello Filmes para pesquisar, identificar e acompanhar oportunidades de financiamento, desenvolvimento e circulação de seus próprios projetos. Ao longo dos anos, as três sócias da produtora aprimoraram um processo de busca em fontes nacionais e internacionais, análise de regulamentos e acompanhamento de prazos. A experiência mostrou que essa dificuldade não era exclusiva da Porto Bello, mas compartilhada por profissionais de diferentes áreas da cultura. Foi assim que surgiu a ideia de transformar essa metodologia em uma plataforma acessível a todo o setor cultural.

Nesse processo, foi fundamental o braço de tecnologia e inovação da Porto Bello Filmes, liderado pela sócia Thais do Ó. A produtora desenvolveu um sistema próprio de pesquisa e monitoramento que acompanha continuamente fontes no Brasil e no exterior, identifica novas chamadas, analisa informações e controla prazos. Essa estrutura tecnológica permite ampliar significativamente o alcance de um trabalho que antes dependia de pesquisas manuais, combinando automação com a experiência da equipe na curadoria de oportunidades culturais. O resultado é uma plataforma dinâmica, em constante atualização, que acompanha o surgimento de novas oportunidades para profissionais de diferentes áreas da cultura.

“A gente sempre fez esse trabalho para os nossos próprios projetos. Mas a grande dificuldade era saber onde encontrar as oportunidades. Existem milhares de editais, festivais, laboratórios e programas espalhados por diferentes sites, instituições e países, e nem sempre é fácil descobrir o que está acontecendo. Quando começamos a conversar com colegas, percebemos que essa era uma dificuldade de muita gente, inclusive de profissionais experientes. Muitas oportunidades passam despercebidas simplesmente porque as pessoas não sabem que elas existem. O Cais nasceu para mudar isso, para que mais artistas e produtores tenham acesso a oportunidades que talvez nunca chegassem a conhecer”, conta Mariana Queiroz, diretora e roteirista da Porto Bello Filmes.

A plataforma também já chega com importantes apoios de instituições: Cine Forma (@cineforma_), escola de formação em audiovisual de Santana de Parnaíba (SP); Cinefantasy (@cinefantasyfestival), Festival Internacional de Cinema Fantástico, de São Paulo; ABCA (@abca.oficial), a Associação Brasileira de Críticos de Arte, das artes visuais, com alcance nacional; Vila das Artes (@viladasartesfortaleza), escola pública de artes da Prefeitura de Fortaleza (CE), com audiovisual, dança, teatro e mais; Instituto Mandu Ladino (@manduladino), instituto sociocultural e esportivo de Teresina (PI), que trabalha com artes visuais, literatura e artesanato; IEPEC: instituto de educação e cultura comunitária de Ananindeua (PA), com projetos de leitura e biblioteca comunitária; Roteiraria (@roteiraria), escola de roteiro de São Paulo; Roteiros e Narrativas (@roteirosenarrativas), escola de roteiro que também promove concurso de roteiro e rodada de negócios; Narratologia (@narratologia), escola de roteiro e narrativa; CT Escola de Atuação Realista (@ct.escoladeatuacaorealista), escola de atuação para cinema e TV do Rio de Janeiro.

 

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