
Depois de uma temporada de sucesso de crítica e público no Sesc Pompeia, em São Paulo, UMA VELHA CANÇÃO, QUASE ESQUECIDA, da dramaturga irlandesa Deirdre Kinahan, chega ao Rio de Janeiro para curtíssima temporada no Teatro Fashion Mall. A montagem é uma produção da Cia Ludens em parceria com o Teatro de Jardim SP, e tem patrocínio do Consulado Geral da Irlanda em São Paulo.
Com direção e tradução de Domingos Nunez, o espetáculo reúne os atores Genezio de Barros, indicado ao Prêmio Shell de Teatro de Melhor Ator por este trabalho, e Iuri Saraiva (ator já premiado por outros trabalhos com os Prêmios APCA e Bibi Ferreira) em torno de um mesmo personagem em diferentes momentos da vida: James O’Brien, um ator que, já na velhice, percorre as lembranças de uma vida dedicada ao teatro enquanto convive com o avanço do Alzheimer.
UMA VELHA CANÇÃO, QUASE ESQUECIDA é uma peça sobre o tempo. Sobre o que a memória leva, mas também sobre o que não se apaga. Foi concebida para dois atores que representam diferentes fases de um mesmo homem. O encontro entre os dois tempos – passado e presente – faz da memória não apenas tema, mas também estrutura da própria narrativa.
SINOPSE
Uma jornada para dentro da alma e da história de James O’Brien, um velho ator, que, convivendo com o Alzheimer, escreve obstinadamente na tentativa de manter vivos pessoas e fatos que marcaram a sua trajetória. Durante um concerto no asilo onde mora, movido pela música e provocado pela presença de sua versão mais jovem, tenta reconstruir suas memórias de carreira, família e amores. Aos poucos, passado e presente se fundem, enquanto a escrita e a música representam a tentativa de organizar uma memória que já não se deixa acessar inteiramente.
A ENCENAÇÃO
A dramaturgia constrói uma relação entre o homem e sua versão mais jovem, através do cruzamento de diferentes tempos e personagens que vão se encontrando e se sobrepondo. O palco está tomado por grandes fardos de papel, simbolizando o acúmulo de uma existência e também a tentativa de armazenamento de uma memória que insiste em escapar. A música – violão, violino e acordeom – composta e executada ao vivo pelo violonista brasileiro Mário da Silva, em cena ao lado dos músicos Gabriel Paixão e Joyce Sales, simboliza uma projeção da mente do personagem que, junto com seus escritos, tenta organizar e reter as lembranças e distinguir o presente do passado.