
Foto: Paulo Belote/TV Globo
Com estreia marcada para o dia 17 de setembro, a nova fase da obra Original aprofunda dilemas de autoaceitação, conflitos entre clãs e romances jovens
A fictícia cidade de Guarambá, no cerrado mineiro, santuário dos lobos-guará e sede do Instituto de Biologia VP Tech, volta a ser o palco central de escolhas complexas, segredos sombrios e grandes paixões. No dia 17 de setembro, o Globoplay lança a segunda temporada de ‘Vermelho Sangue’, primeira série Original de fantasia e suspense da plataforma, com dez novos episódios, disponibilizados de uma só vez para maratonar, e o primeiro disponível também para não assinantes. Criada e escrita por Claudia Sardinha e Rosane Svartman, com direção artística de Patricia Pedrosa, a obra retorna marcada pelo encontro revelador da lobimoça Luna (Leticia Vieira) com sua essência selvagem e pelo perigoso deslumbre de Flora (Alanis Guillen) com sua nova vida como vampira.
A nova fase da série expande seu universo fantástico ao transformar os seres sobrenaturais em uma metáfora direta para o amadurecimento, a busca por identidade e a transição para a vida adulta. A trama acompanha a guinada no destino da jovem Luna (Letícia Vieira), que passa a entender sua verdadeira identidade de lobimoça ao reencontrar o pai lobisomem, Martín (Milhem Cortaz). O retorno de Martín reabre feridas do passado com Carol (Heloísa Jorge), mãe da jovem e cientista focada em encontrar uma “cura” genética para os filhos, plano que colide com o orgulho do ex-marido pela linhagem ancestral dos lobos-guará. O conflito se intensifica ainda com a chegada do irmão gêmeo de Luna, Juan (Lucas Leto), um jovem habituado à vida selvagem que tenta se integrar ao meio acadêmico enquanto manifesta o desejo de se curar, ao contrário da irmã e do pai.
“A chegada desse pai lobisomem é o grande ponto da segunda temporada, quando unimos Carol, Martín, Juan e Luna, que se reencontram depois de tantos anos. Carol cada vez mais próxima da cura da condição da Luna e ela, por sua vez, tem que decidir se realmente quer se curar ou não. É uma jornada de empoderamento, autoaceitação e descoberta dela”, pontua a diretora artística Patricia Pedrosa.
Em contrapartida, Flora (Alanis Guillen) passa a se encantar com a imortalidade e o domínio de seus novos poderes da vida de vampira, após ser transformada por Celina (Laura Dutra). No entanto, a fascinação de Flora pelo extraordinário passa a chamar a atenção de sua avó, a curandeira Barbina (Bete Mendes), e a arriscar o sigilo exigido pela linhagem dos vampiros. Já Celina busca orientar a nova vampira para proteger os segredos de seu clã, enquanto vê um sentimento inédito surgir entre as duas. Enquanto isso, a lobimoça Luna enfrenta a culpa e a dor de ver sua melhor amiga transformada, ao mesmo tempo em que precisa se reconectar e abraçar a força de sua essência selvagem.
“A Luna descobre a sua ‘natureza selvagem’ e que ser diferente pode ser bom, enquanto a Flora quer ser diferente a qualquer custo e descobre que, talvez, esse custo seja alto demais. Mais uma vez, metáforas para falar de conflitos e dilemas na vida do jovem adulto”, explica a criadora e coautora Rosane Svartman.
A também criadora e coautora Claudia Sardinha enfatiza como o crescimento das trajetórias e o amadurecimento dos relacionamentos dão o tom desta fase: “A história cresce e tem muita emoção. Falamos sobre seres fantásticos, mas também sobre humanos extraordinários, sobre como o amor é uma ferramenta essencial para que aceitemos o diferente, o outro e a nós mesmos. Falamos sobre questões de gênero, de afetividades diversas e de autoaceitação. Quando você tem coragem de ser autêntico, isso se torna extraordinário”.
Os dilemas de Luna e Flora se adensam com a chegada de novos personagens e com as descobertas que os seus desejos realizados revelam. A tranquilidade da cidade é ameaçada pela ambição do cientista Otto (Rodrigo Lombardi) e a chegada da líder vampírica Elizabeta (Alli Willow), focados em obter o sangue dos lobos para o desenvolvimento de um sérum vital. Otto aproxima-se de Carol para manipular sua pesquisa científica e extrair o sangue dos irmãos Luna e Juan durante a lua cheia.
Paralelamente, os arcos afetivos se expandem: no centro do ecossistema de paixões está o par condutor formado por Celina e Flora, relação que nasce da transformação e do fascínio mútuo, mas que exigirá maturidade diante do segredo dos vampiros. E enquanto o relacionamento entre a lobimoça Luna e o vampiro Michel (Pedro Alves) desafia a ancestral rivalidade entre as espécies, testando a lealdade dele com o próprio clã, Juan atrai o interesse da estudante Juliana (Ana de Santana), abrindo espaço para um novo relacionamento.