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Adriana Rabelo fala sobre escolhas e os desafios de uma vida dedicada à arte no Plural Podcast

O que leva uma mulher a deixar a família aos 22 anos para apostar no sonho de ser atriz? E o que acontece quando, ao longo de mais de três décadas de carreira, as escolhas profissionais se misturam às experiências pessoais, aos afetos, às perdas, aos relacionamentos e aos recomeços?
É por esse caminho que a atriz e produtora Adriana Rabelo conduz a conversa no terceiro episódio da quarta temporada do Plural Podcast, apresentado pelo produtor artístico e executivo Juninho Batista. Em um encontro marcado pela intimidade e pela escuta, Adriana revisita sua trajetória no teatro, na televisão e no cinema, mas também fala sobre questões que ultrapassam a vida profissional.
Mineira, segunda filha de uma família de quatro meninas, Adriana saiu de casa aos 22 anos determinada a construir uma carreira artística. A timidez que inicialmente a levou ao teatro acabou se transformando em uma profissão que atravessa mais de três décadas. Formada em Artes Cênicas pela Uni-Rio e também em Letras, ela passou por novelas, séries, cinema e teatro, construindo uma trajetória que inclui trabalhos como A Força do QuererImpérioCordel EncantadoMalhaçãoDesalmaGênesisJesusFuzuê e Reis, além do cinema, com destaque para O Grande Kilapy, ao lado de Lázaro Ramos.
Mas é ao falar de vida pessoal, relacionamentos e escolhas que a conversa ganha uma dimensão ainda mais delicada. Adriana abre espaço para refletir sobre relações abusivas, sobre reconhecer mecanismos que podem aprisionar emocionalmente uma pessoa e sobre a importância de preservar a própria identidade diante das relações e das circunstâncias da vida.
A atriz também fala sobre o desafio de ser mulher em uma profissão marcada por instabilidade, exposição e cobranças, e sobre como se tornou, ao longo dos anos, não apenas intérprete, mas também produtora e responsável por criar caminhos para seus próprios projetos.
Nesse percurso, “Visitando Camille Claudel” ocupa um lugar especial. O espetáculo, que Adriana idealizou, produziu e protagonizou, nasceu em 2006 e se tornou um dos trabalhos mais marcantes de sua carreira. Ao interpretar a escultora francesa, uma mulher que enfrentou o machismo de seu tempo, lutou pelo reconhecimento de sua obra e viveu uma relação amorosa e profissional complexa com Auguste Rodin, Adriana encontrou questões que continuam dialogando com o presente. Duas décadas depois de sua estreia, a peça segue sendo apresentada e mantém sua força justamente por abordar temas que permanecem atuais, como o machismo, a invisibilidade feminina, a luta pelo reconhecimento profissional e os limites impostos às mulheres ao longo da história.
A própria atriz já definiu Camille como uma personagem que a tornou uma mulher “mais forte” e “mais inteira”. A pesquisa para o espetáculo envolveu cartas, imagens, estudos de escultura e uma imersão na história da artista, além de visitas a Paris e ao Museu Rodin.
No podcast, Camille acaba funcionando também como um ponto de encontro entre arte e vida: uma personagem que permite a Adriana falar sobre liberdade, paixão, solidão, reconhecimento, força feminina e sobre a capacidade de se reconstruir depois das experiências que deixam marcas.
Mais do que uma conversa sobre carreira, o episódio revela uma Adriana disposta a olhar para a própria história com maturidade e sensibilidade — desde a jovem que deixou sua cidade para tentar viver de arte até a mulher que hoje entende a profissão também como espaço de autonomia, transformação e descoberta.
Sob o comando de Juninho Batista, o Plural Podcast mantém, nesta quarta temporada, sua proposta de promover conversas que vão além dos trabalhos dos convidados para revelar suas histórias, escolhas e diferentes formas de enxergar a vida.
A produção audiovisual é da Iglu Produções, com coordenação de Rodrigo Reis.
Assista ao episódio:
https://youtu.be/KI-bUZkDoR4

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