Blog

Alessandra Verney dá vida a Victor/Victoria em superprodução teatral

Alessandra Verney vive a personagem central de ‘Victor ou Victoria’, espetáculo que faz temporada de 4 a 28 de junho no Teatro Claro Mais, Copacabana (RJ). Porém, o processo para viver a protagonista da história começou há algum tempo, quando, após uma conversa com o diretor e versionista Claudio Botelho, resolveu investir nesse sonho.

“Era um sonho meu fazer esse musical, sempre fui apaixonada pelo filme, desde criança. Então há cerca de 3 anos conversei com o Claudio Botelho a respeito e ele me incentivou a entrar em contato com o escritório responsável pelos direitos autorais. Solicitaram uma audição minha para o papel de Victor/Victoria, onde a Julie Andrews pessoalmente é responsável pela aprovação da atriz para o musical. Alguns meses depois, recebemos a resposta que eu havia sido aprovada e o Claudio fez uma parceria entre a Möeller & Botelho e a Opus Entretenimento para a realização desse musical”, conta.

Na história, Alessandra dá vida a Victoria Grant, uma cantora lírica desempregada que, na Paris dos anos 30, precisa se reinventar para sobreviver no meio artístico. Assim resolve assumir uma identidade masculina, experimentando um sucesso instantâneo ao se transformar Victor, um homem gay que se apresenta como mulher no palco e conquista as plateias com sua potente voz feminina.

Para o papel teve uma preparação rápida, foram menos de dois meses, entre aulas de canto e preparação corporal.

“Foi tudo bem corrido e intenso, ensaiamos tudo em somente cinco semanas. Eu já conhecia bastante o musical da Broadway, além do filme, então isso foi um ótimo ponto de partida para a preparação que eu queria fazer”, ressalta. “Lembrando que o musical tem algumas diferenças em relação ao filme, traz outras canções e algumas surpresas mais”, explica.

A responsabilidade para viver o papel, que foi de Julie Andrews nos cinemas e na Broadway, além de ter sido interpretado por Liza Minelli (que substituiu Julie na temporada) e que no Brasil teve Marília Pêra na primeira montagem em 2001, é grande, mas a atriz está animada para esse desafio.

“Fico fascinada e honrada por fazer esse papel já consagrado por atrizes icônicas que eu admiro e que são referências para mim, sempre. Certamente quero dar o meu melhor, estou construindo tudo com muito empenho e carinho. Todas elas foram inspiração, mas procuro conceber a minha própria Vitória (e o Victor também (rs)) sob a direção do Claudio Botelho”, revela.

Em cena, além da atriz, estão Miguel Falabella, com quem ela já trabalhou várias vezes, além de Maria Clara Gueiros e Junno Andrade.

“É sempre um deleite trabalhar com o Miguel. À medida que os anos passam, a cumplicidade só aumenta, sem falar que é um aprendizado constante estar com ele em cena”. E continua: “A Maria Clara e o Junno são excelentes parceiros de cena, super disponíveis e ambos exalam cumplicidade. Tudo é muito leve”.

A atriz fala sobre o prazer em fazer comédias – ao lado de grandes comediantes – e sobre essa personagem em específico, que, inevitavelmente, se torna cômica a partir das situações que se envolve.

“Nesse caso a comicidade dessa personagem não está no papel em si, mas sim nas situações em que ela está envolvida. A dualidade do masculino e feminino também causa momentos muito divertidos. Porém, as canções mais dramáticas e românticas também ficam nas mãos dela, que é responsável por esses enfoques dentro da trama, por conta dos conflitos que vive”, diz.

Apesar de já ter feito muitos trabalhos em musicais e ser bastante reconhecida por isso, Alessandra fala sobre a ansiedade em subir aos palcos com essa nova história.

“Fico ansiosa sim, com certeza, é a realização de um sonho e um novo desafio, uma nova estreia. Esse “frio na barriga” é que mostra que nunca podemos estar numa zona de conforto, enquanto artistas. Tudo isso é que também me move na profissão”, comenta.

A atriz, que já foi indicada, e premiada, em importantes prêmios, como a indicação ao Prêmio Shell, onde concorreu a categoria de melhor atriz, ela venceu na mesma categoria no Prêmio Cesgranrio, ambos em 2015 por ‘Kiss Me, Kate! O beijo da megera’, tem em sua bagagem muitos trabalhos conhecidos do público dentro do gênero.

“São tantos trabalhos especiais, ‘Cole Porter – ele nunca disse que me amava’, meu segundo musical, até hoje é muito marcante porque foi onde “nasci” para os musicais. Mais adiante vieram os autorais ‘Império’ e ‘7- o musical’, que também me trouxeram bastante retorno artístico. Tantas peças e musicais com o Miguel (Falabella) também, como ‘Alô dolly’, ao lado de Marília Pêra e ‘A Mentira’, onde fizemos uma bela temporada em Portugal. Em ‘Kiss Me, Kate! O beijo da megera’, que foi um divisor de águas na minha carreira, ao protagonizar o musical em 2015, e, novamente em 2023, onde, além de atuar, também produzi o espetáculo”, ressalta sobre algumas produções que marcaram a sua carreira no teatro musical.

Apesar de estar mais nos palcos, ela já esteve em algumas produções de TV.

“Até agora fiz menos TV do que gostaria, nunca fiz uma novela inteira, mas tem alguns trabalhos que lembro com carinho. Na série ‘Sexo e as Nega’s’, fiz a Bibiana, que era uma personagem muito espirituosa. A Tamara, uma participação em ‘Verão 90’, também foi muito especial, porque pela primeira vez contracenei com a querida Claudia Raia, além da direção do saudoso Jorge Fernando”, relembra.

Atualmente Alessandra tem investido também na sua carreira de cantora e em 2026 já fez show com hits de Lady Gaga e se prepara para lançar seu primeiro álbum.

“Apesar de estar mais nos palcos como atriz, sou cantora também e quero investir mais na carreira solo. Estreei um show novo chamado ‘unpluGAGA’, que traz os hits da Lady Gaga em arranjos acústicos e também estou gravando o meu primeiro álbum, sob produção do renomado André Moraes. Por ser uma produção independente, está demorando um pouco, mas deve sair esse ano ainda. Será quase 100% autoral e vou poder apresentar as minhas composições, pela primeira vez”, complementa.

Além do álbum, Alessandra, que vive no Rio de Janeiro, poderá ser vista em breve nos cinemas.

“Como atriz, espero conseguir fazer mais trabalhos no audiovisual, amo cinema. Estou aguardando o lançamento de três filmes que fiz, entre eles, ‘Querido Mundo’, do Falabella; além disso, acabei de rodar uma participação numa comédia dirigida pelo Hsu Chien, ‘Um Casal Mais que Perfeito’, com Marisa Orth e Luiz Fernando Guimarães”, completa.

‘Victor ou Victoria’ faz temporada de 4 a 28 de junho com sessões às quintas e sextas às 20h, sábados 16h e 20h e domingos às 15h e 19h.

Instagram oficial https://www.instagram.com/alessandraverney/

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *