
Uma promoção que exige liderar uma equipe pela primeira vez, uma reunião em que faltaram as palavras certas, as contas da empresa que insistem em não fechar… Para muitos profissionais, a busca por respostas para esses dilemas começa (ou continua) nas páginas de um livro.
É o que mostra um novo levantamento da Conquer, escola de negócios que oferece cursos de inteligência artificial e liderança, que analisou as pesquisas feitas no Google e identificou os livros de negócios e carreira mais procurados pelos brasileiros no último ano. Juntos, os 12 títulos do ranking somaram mais de 900 mil buscas.

Além das obras, certos gêneros e categorias também têm sido tendência entre os internautas. Não por acaso, as buscas por “livro para empreender” cresceram 200%, enquanto as pesquisas por “livros de negócios mais vendidos” aumentaram em 75%. O movimento também ganha recortes específicos, como mostra o avanço de 40% nas buscas por “livro sobre empreendedorismo feminino”, indicando que, além de títulos consagrados, os brasileiros procuram leituras que conversem com a própria trajetória profissional.
O interesse acompanha um momento de alta no consumo e relação com os livros no Brasil: segundo o Panorama do Consumo de Livros, realizado pela Câmara Brasileira do Livro e pela Nielsen BookData, 18% dos brasileiros compraram ao menos um exemplar, impresso ou digital, em 2025, um aumento de dois pontos percentuais em relação a 2024, que representa o acréscimo de 3 milhões de novos consumidores.
Afinal, quais livros de negócios e carreira os brasileiros mais procuram?

De forma geral, o topo do ranking diz muito sobre o momento do mercado. Na liderança, aparece a obra “Inteligência Emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente”, de Daniel Goleman, seguido de perto por “Essencialismo: A disciplinada busca por menos” (Greg McKeown) e “Mindset: A nova psicologia do sucesso” (Carol S. Dweck). Os três títulos têm em comum o foco em comportamentos essenciais para o ambiente de trabalho: como lidar com as emoções, como priorizar o que importa e como encarar os desafios do próprio desenvolvimento.
Logo em seguida, o dinheiro ganha protagonismo. “Pai Rico, Pai Pobre” (Robert T. Kiyosaki), “O Homem Mais Rico da Babilônia” (George S. Clason) e “A Psicologia Financeira: Lições atemporais sobre fortuna, ganância e felicidade” (Morgan Housel) somam quase 250 mil buscas, mais de um quarto do total do ranking, sinal de que a educação financeira e o sucesso dos negócios segue entre as principais preocupações dos brasileiros.
As obras, vale dizer, são consideradas como clássicos dentro do estilo literário, e raramente saíram das listas de mais vendidos desde que foram lançadas — “Pai Rico, Pai Pobre”, por exemplo, tem a estimativa de ter alcançado a marca de 44 milhões de exemplares no mundo.
Já a parte final da lista reúne clássicos do mundo corporativo, como “O Monge e o Executivo: Uma história sobre a essência da liderança” (James C. Hunter), “Quem Mexeu no Meu Queijo?” (Spencer Johnson) e “Gatilhos Mentais” (Gustavo Ferreira), títulos ligados à liderança, à adaptação em cenários de mudanças e às vendas, e que seguem atravessando gerações e sendo referência entre os profissionais.