Exposição

Casa Firjan celebra o 13 de setembro com uma exposição sobre o Dia Nacional da Cachaça,

O soft power e a produção genuinamente brasileira, a representação histórica e cultural e as dimensões simbólicas e industriais da cachaça são tema da exposição “O Brasil na Garrafa: cachaça – identidade, cultura e tecnologia”. Realizada pela Firjan SESI e pela Associação dos Produtores de Cachaça do Estado do Rio de Janeiro (Apacerj) – Cachaças do Rio, a exposição teve temporada prorrogada até 8 de novembro.

 

“O Brasil na Garrafa” celebra a cachaça, que, segundo pesquisas, foi inventada em meados do século XVI pelos negros escravizados nas fazendas de cana e nos engenhos de açúcar. Durante muito tempo, a bebida foi considerada de baixo status, consumida apenas por escravos e pela população pobre. Porém, com o passar do tempo, o destilado mais antigo das Américas migrou de bebida marginalizada para os mercados mais exigentes do mundo.

No século XVII, a corte em Portugal proibiu a produção e a venda do destilado brasileiro — o que levou a uma revolta dos produtores contra a coroa portuguesa. No dia 13 de setembro de 1661, a rainha Luísa de Gusmão liberou a produção e a comercialização da bebida no Brasil. Por isso, atualmente a data é celebrada como o Dia Nacional da Cachaça.

 

“Nosso enfoque, ao desenvolver a narrativa expográfica, foi provocar uma visão da cachaça que transcende a ideia de bebida alcoólica, permitindo a qualquer visitante curioso saber sobre o Brasil, o Rio e, também, sobre como as coisas são produzidas, compreender o mais famoso dos nossos destilados como um patrimônio histórico, material e imaterial”, conta Maria Isabel Oschery, gerente de Conteúdo e Inovação da Casa Firjan.

 

Ela explica que a equipe do programa Casa Aberta, da Casa Firjan construiu uma nova expografia a partir de outra mostra, “Cachaça, produto exclusivo do Brasil”, realizada também pela Apacerj, com apoio da Firjan e do Sindicato Intermunicipal da Indústria de Bebidas em Geral do Rio de Janeiro (Sindbebi), no Centro Cultural da Procuradoria-Geral do Rio de Janeiro (PGE-RJ), de março a junho deste ano.

 

Na Casa Firjan, a exposição está dividida em duas seções. A primeira percorre as dimensões simbólicas da cachaça em sete núcleos: gastronomia e coquetelaria; literatura e música; medicina popular; rituais religiosos e festas; rótulos e cultura visual; tendências atuais do mercado que a consolidam como produto premium; e protagonismo feminino na indústria. Esta seção conta com obras inéditas e feitas epecialmente para a exposição das artistas Bea Machado, Luisa Macedo e Diana Sandes. Também há depoimentos de Doya Moreira Costa, Luiz Antonio Simas e Swanne Almeida, além das mulheres produtoras de cachaça premium do estado do Rio de Janeiro Katia Espírito Santo, Luisa Konder e Maria Izabel Couto.

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