Cinema

Isabela Faleiro estreia no cinema em “Minha melhor amiga”

A atriz Isabela Faleiro está no elenco do filme Minha melhor amiga, protagonizado por Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, dirigido por Susana Garcia, que estreia no dia 28 de maio nos cinemas.
Isabela interpreta uma produtora de TV portuguesa no filme. A atriz está habituada ao sotaque português porque conviveu com sua avó, nascida em Portugal. “Eu cresci muito próxima à minha avó e ela sempre disse que queria me ver nas telas. Foi meio poético poder usar o sotaque dela como referência para essa personagem. Eu ouvi, imitei e fiz graça dele a vida toda, e no fim das contas, foi justamente saber falar como uma portuguesa que me fez pegar o papel“, declara Isabela que no longa com Mônica e Michel Melamed.
Sobre a diferença entre participar de um filme e uma peça teatral, Isabela diz: “Estou muito habituada à artesania que o teatro pede: o estudo, a produção, cada etapa que tem um tempo extenso para acontecer. Quando eu cheguei no set de “Minha Melhor Amiga”, me surpreendeu o tamanho da equipe e como o tempo parecia voar lá dentro., Muita coisa tem que dar certo ao mesmo tempo para uma cena acontecer. É praticamente uma orquestra com vida própria!”, diz a atriz que sempre desejou vivenciar esta experiência.
No teatro, Isabela tem uma trajetória longa. Nas montagens profissionais de sua companhia teatral independente, o Coletivo Rasga, trabalhou como atriz em “Pode Ser Que Seja Só O Leiteiro Lá Fora”( 2019) e “Um Passo Além do Fim do Mundo”(2023), ambas dirigidas por Thaisa Santoth; em “Resta Três”(2022), como atriz e co-dramaturga, em “Lisístrata: A Greve do Sexo por Coletivo Rasga”, como atriz e figurinista, ambos sob direção de Cecília Imbelloni; e em “Deslembrança” (2022 – 2024), dirigido por Paula Lucena, quando foi premiada como Melhor Atriz no Festival Provocações 2022. Em 2025, atuou e assinou o figurino do espetáculo “Do Começo ao Fim”, dirigido por Toni Rodrigues e Paula Águas, indicado ao Prêmio APTR como Melhor Espetáculo e ao Prêmio CBTIJ em cinco categorias: Cenário, Figurino, Elenco, Texto Original e Direção de Movimento.
No audiovisual, Isabela participou de diversos curtas-metragens, com destaque para: “Sob o Sol” (2023), direção de Eduardo Schnabl, que tem viajado o Brasil em diversos festivais de cinema, “Catarina” (2024), direção de Hugo Mello, em que foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival Oscarito I, e “Pista Dupla” (2021), thriller psicológico queer, dirigido por Luan Monteiro. Fez parte também da equipe técnica de outras produções audiovisuais independentes como continuísta.
A relação com laços, memórias e gerações é uma parte muito importante da identidade artística de Isabela – ela aparece em suas pinturas, textos e peças. Ela diz: “Eu me considero uma pessoa muito nostálgica. Eu sinto saudade das coisas antes delas acabarem, enquanto ainda estão acontecendo. Eu tenho muito apreço por história, pelo que se perdeu, por coisas esquecidas”.

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