Daniel (Jesuíta Barbosa), Alice (Giulia Benite), Ismália (Camila Morgado) e Cesário (Daniel de Oliveira)

Daniel (Jesuíta Barbosa), Alice (Giulia Benite), Ismália (Camila Morgado) e Cesário (Daniel de Oliveira)
Há mais de quinze anos, Severino Madeira (Daniel de Oliveira) deixou Lavra Seca, a cidade fictícia que ambienta ‘Lá na Minha Terra’, a próxima novela das seis da TV Globo, e decidiu nunca voltar. Em São Paulo, abandonou o nome, os costumes e a vida simples que levava para se tornar Cesário Ávila, um empresário bem-sucedido e respeitado. Com uma nova família e à frente da empresa Veredon, acumulou riqueza e status. Mas, por trás da identidade cuidadosamente construída, permanece o homem que abandonou Rosenda (Dira Paes) e os cinco filhos, um passado que o atormenta, mas ele tenta manter enterrado a qualquer custo. “Me interessou muito essa ambiguidade do personagem. Defendo e condeno Cesário/Severino o tempo inteiro. Os desejos genuínos, as mentiras, tudo isso faz com que ele seja ao mesmo tempo cativante e repulsivo”, comenta Daniel de Oliveira.

Ismália (Camila Morgado)
Ismália (Camila Morgado) é a grande parceira dessa transformação. Movida por uma intensa paixão, ela abandonou o primeiro marido para se unir ao jardineiro que trabalhava em sua casa. Foi ao lado dela que Cesário aprendeu os códigos do mundo que passou a frequentar e se consolidou socialmente. A relação dos dois é intensa, marcada por desejo e disputas de poder. Quando descobrir que o marido esconde outra família, Ismália vai sentir uma grande decepção e resistirá em aceitar o que o ele fez, mas acabará capaz de de tudo para não perder o homem que ajudou a moldar. Nesse processo, vai contar bastante com a ajuda do advogado Maurílio (Thiago Brianti). “Ismália é apaixonada por Cesário, foi uma paixão avassaladora a ponto de largar o casamento para ficar com ele. Ela enxerga o mundo apenas pelos seus desejos e ambições. E tem um humor bem peculiar. É repleta de camadas, intempestiva, imprevisível, cheia de preconceitos, e também carismática, inteligente, espirituosa. Viver uma personagem com uma personalidade tão marcante me enche de felicidade”, revela Camila Morgado.

Cap1 – Severino (Daniel de Oliveira)
Na mansão da família, Josélia (Suzy Lopes) acompanha de perto a rotina de todos. Governanta dedicada e observadora, conhece os hábitos e as tensões do lar, mesmo sem participar diretamente dos conflitos. Ao seu lado está o marido Heraldo (Leandro Daniel), motorista de Cesário, que guarda alguns dos segredos do patrão e prefere a discrição a qualquer exposição. Suzy e Leandro trabalharam nas outras duas novelas da parceria de Mario Teixeira e Allan Fiterman – ‘Mar do Sertão’ e ‘No Rancho Fundo’ – como Cira e Floro Borromeu, respectivamente, e estão entusiasmados em interpretar personagens bem diferentes na nova trama. “Josélia é muito diferente de Cira, a começar pelo visual. A personagem tem uma caracterização diferente de mim na vida e de todas as personagens que já vivi. Cira era sozinha no mundo, foi abandonada criança, ao contrário de Josélia que tem duas filhas e que se preocupa com o futuro delas. Cira era sonhadora e vivia um pouco fora da realidade, ao contrário de Josélia, que é absolutamente pé no chão, não esquece de onde veio e zela por suas raízes”, conta Suzy Lopes. “Floro ficava no universo do ‘bandido divertido’, e o Heraldo é um homem de moral forte, que escolhe a integridade. O Floro tinha o ego fraco e se deixava levar pelo pequeno poder. O Heraldo faz o caminho oposto”, compara Leandro Daniel.

Delfina (Débora Nascimento)
A situação de Cesário se complica ainda mais por causa de Delfina (Débora Nascimento), esposa de Aluísio e advogada da empresa. Apaixonada por ele, mantém um caso com o empresário, acrescentando mais uma camada de segredos à vida que Cesário construiu em São Paulo. Entre os dois existe uma ligação que ameaça tanto o casamento de Delfina – que envolve um filho, Francisco (Theo Kwai) – quanto a estabilidade da família de Cesário. “A Delfina é uma mulher inteligente e muito maternal. Ela tem um instinto de cuidado muito presente, principalmente com a família, mas também é alguém que questiona e não aceita tudo calada. Acho que o público vai descobrir ao longo da trama essa mistura de força, afeto e vulnerabilidade que existe na Delfina. Ela cuida muito dos outros, mas também carrega frustrações e necessidades”, analisa Débora Nascimento.