
BBB 26 – Juliano Floss
Foto: Beatriz Damy/TV Globo
Por algum tempo, você foi o elo entre os grupos de Babu Santana e Ana Paula Renault – a chamada “grande família” – mas quando o grupão rachou, você se viu no meio deles. Como foi lidar com essa situação e ter que escolher um lado para seguir?
O começo foi muito complicado, pra ser sincero, porque eram duas pessoas por quem eu tinha carinho, só que eu me encaixava mais no jogo da Ana Paula, eu sempre me encaixei mais. A gente sempre conversou sobre o jogo, a gente tinha uma troca muito da hora. Com tia Milena também, eu sempre tive um carinho muito grande desde o começo do jogo. Eu preferia jogar com elas mesmo, por isso que eu estava naquele quarto desde o primeiro dia. Mas o Babu era uma pessoa que a gente estava se aproximando, começamos um grupo de nove pessoas. Eles jogavam juntos, só que chegou um momento do jogo em que eles começaram a se desentender, por causa de uma prova. E eu estava no meio. E aí quando a gente saiu daquela prova, eles começaram a tretar já logo depois. No jogo, você pode ter uma relação de carinho pelas pessoas e não jogar junto com elas, sabe? Porque às vezes você pode não concordar com o jogo e ter uma boa troca com a pessoa. No fim, o Babu veio até mim e falou que não queria mais jogar comigo. Acabou sendo bom, porque aí eu pude conversar com ele sobre música, sobre cinema, mas jogar com quem eu concordava mais.
Na reta final, você e Samira tiveram um grande desentendimento e ficaram alguns dias sem se falar. Naquele momento você achou que poderia ser o fim dos ‘eternos’? Como se sentiu quando soube que ela votou em você?
Eu confesso que eu fiquei muito decepcionado naquele momento do jogo, porque eu não estava esperando mesmo, a gente tinha um objetivo de ir nós quatro até o fim. A gente tinha combinado de tentar fugir do paredão, de fazer estratégias pra gente ficar junto. Então, quando ela votou em mim, eu fiquei triste. Mas, de qualquer jeito, eu acho que é tudo muito intenso lá dentro. Realmente, eu não entendi na hora, foi algo que eu achei desnecessário. Mas a gente conseguiu conversar depois, a gente se resolveu. E foi triste quando ela saiu, porque a gente tinha esse negócio de “eternos até o final”, sabe?
Você foi visto como alguém que conseguia manter a calma em meio ao caos. Qual foi sua maior estratégia para não se deixar levar pelas tensões da casa?
Eu acho que é muito difícil não se deixar levar. Eu me entreguei muito, no sentido de “eu vou viver isso aqui o máximo possível, intensamente”. Então, quando algo mexia comigo, mexia também com o meu jogo. Mas não tinha como fugir das tensões. Em vários momentos eu só passava uma vassoura ou sei lá, lavava uma louça… ficava na academia pra ter pelo menos um momento em que eu não ficasse estressado. Porque realmente foi um jogo de muita treta. Mas eu não queria fugir delas em nenhum momento, foi só uma forma de aliviar a tensão. Eu tentava me distrair.