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Marco Luque relembra CQC no Na Palma da Mari – Verão

O novo episódio do Na Palma da Mari – Verão recebe o humorista Marco Luque para um bate-papo bem-humorado e revelador com Mari Palma sobre os desafios da comédia, os bastidores do sucesso no CQC, os encontros com grandes ídolos e a vida em família.

A arte do humor e a “alma de palhaço”

Com mais de duas décadas de carreira, Marco Luque fala sobre o que está por trás da missão de fazer rir. “Eu tenho alma de palhaço. Muita gente acha que o humorista está entretendo 24 horas por dia, mas não é assim. Fazer rir é difícil, é puxado. Na história do circo, o palhaço tem um lado depressivo e solitário, mas no meu caso sou bem-humorado naturalmente”, afirma.

Ele revela que a comédia surgiu como ferramenta de sobrevivência na infância. “O humor entrou na minha vida como uma defesa: eu tive atraso de crescimento, era o ‘mascotinho’ da turma e muito tímido. Usei a comédia para encontrar meu lugar no mundo.”

Carreira e criação de personagens

Conhecido por seus tipos marcantes, Luque conta que já criou 16 personagens ao longo da trajetória. “Já fiz show, o ‘Todos por Um’, com sete personagens e perdia 1 kg por apresentação de tanto cansaço; hoje faço quatro personagens no show ‘É Disso que Tô Falando’ e está ótimo”, diz.

O primeiro deles foi Silas, inspirado em um músico que conhecia. Observador atento, o humorista admite que transforma o cotidiano em laboratório criativo. “Eu sou muito observador, fico de olho no biotipo e no jeito de falar de todo mundo, até do zelador do meu prédio.”
O fenômeno CQC

Ao relembrar sua passagem pelo programa CQC (Custe o Que Custar), Luque classifica a experiência como um divisor de águas. “Foi a coisa mais incrível da minha carreira. Jogou a gente num grau de fama de protagonista de novela das oito”, afirma.
Segundo ele, o programa teve papel importante ao aproximar jovens e famílias do debate político. “Despertou a vontade de entender a política e mostrar que o Palácio do Planalto é nossa casa. Antes do CQC, onde a gente via política? Nas páginas amarelas do jornal. Foi muito importante despertar nos adolescentes essa vontade de ser mais ativo.”

Encontro com ídolos

O humorista também compartilha momentos marcantes ao cruzar com personalidades que sempre admirou. “Às vezes recebo uma mensagem do Seu Jorge ou o Chororó me liga para desejar feliz Natal e eu penso: ‘Meu Deus, como assim?’”, conta.

Entre os encontros inesquecíveis, destaca o com Ronaldo Fenômeno, a quem define como seu “ídolo máximo do futebol”. “São pessoas que, se alienígenas viessem à Terra para abduzir os melhores em cada área, seriam esses caras”, brinca. “O mais incrível é descobrir que, além de gênios, são pessoas legais.”
Trabalhar com o eterno Sr. Barriga

Outro momento especial da carreira foi dividir projeto com o ator Edgar Vivar, conhecido mundialmente como o Sr. Barriga. “Foi uma experiência incrível; ele trouxe ensinamentos valiosos sobre o timing da comédia. Ele fazia as piadas clássicas do seriado e todo mundo caía”, relembra.
Luque conta que a parceria extrapolou o set. “Ele topou ir a um churrasco na minha casa e experimentou jabuticaba pela primeira vez. Imagine abrir a porta e dar de cara com o ‘Sr. Barriga’ ali na sua sala!”, diz. O encontro também marcou suas filhas, que puderam conhecê-lo de perto.
Estilo de vida e longevidade

Agitado por natureza, o humorista diz que não consegue ficar parado, especialmente no verão. “Não gosto de ficar sentado tomando sol; tenho que jogar uma altinha, mergulhar”, comenta.
Preocupado com o futuro, adotou o pilates como rotina há dois anos. “Quero chegar na terceira idade colocando minha própria meia e pegando as coisas do chão sem sofrer. O pilates não é fácil, não; parece que não transpira, mas tem umas poses ali que são puxadas.”
Paternidade e vida em casa

Pai de duas adolescentes, Luque define sua relação com as filhas como aberta e próxima. “Sou um pai amigo, gosto de conversar e elas têm liberdade para falar de tudo.” Ele também faz uma reflexão sobre educação e respeito. “O ideal seria a gente não precisar criar as filhas para se defender dos filhos dos outros; criem seus filhos para serem gente boa com as mulheres.”
Em casa, brinca que é minoria absoluta. “São quatro mulheres, duas cachorras e eu. Tem momentos que os ciclos delas se alinham e eu falo: ‘Gente, vou ali pro meu futebol, divirtam-se’.”

Serviço
Na Palma da Mari

Toda quinta-feira, às 20h (horário de Brasília), no canal CNN Pop no YouTube. No videocast da CNN Brasil, a jornalista Mari Palma recebe artistas, influenciadores e grandes nomes do entretenimento para conversas leves e autênticas. De carreira a paixões pessoais, passando por bastidores e curiosidades, cada episódio é um espaço confortável para histórias e risadas.

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