
A programação da 24ª Goiânia Mostra Curtas de 2026 começou nesta terça-feira (6)e promove inúmeras atividades de formação gratuitas e cinco mostras de filmes com mais de 70 filmes exibidos. Além do Teatro Goiânia, o festival também ocupa a Vila Cultural Cora Coralina e a Galeria Cerrado, para as atividades de formação.
Esta terça-feira (6) começou as atividades com credenciamento no Castro’s Park Hotel para realizadores, homenageados e imprensa. Durante a tarde, os preparativos para a noite de abertura estavam à todo vapor para receber o público no Teatro Goiânia.
No início da cerimônia de abertura, a diretora geral da Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla, falou sobre o tema principal da edição deste ano e se emocionou ao relembrar toda a produção do festival. “Que emoção chegar nesse dia! Nenhum futuro nasce daquilo que já conhecemos, ele começa quando somos capazes de imaginar outras histórias, são elas que moldam nossa percepção do passado, orientam nossas escolhas no presente e ampliam aquilo que conseguimos imaginar para o futuro”, destaca.
A primeira homenagem da noite foi para o Sertão Negro, um complexo institucional de referência dedicado ao desenvolvimento social e cultural localizado no Centro-Oeste brasileiro. O prêmio foi recebido por Beatriz Lemos, que levou os sertanejos até o palco e agradeceu pelo reconhecimento de sua trajetória.
A trajetória do Sertão Negro parte de uma compreensão ampliada da arte. Em vez de restringi-la à produção de objetos ou à circulação de obras, o projeto a entende como prática capaz de produzir relações, conhecimentos e modos de habitar o mundo. Seu espaço reúne ateliês, residências artísticas, biblioteca, cineclube, capoeira, cerâmica, gravura, agroecologia, cozinha, hortas, jardins e viveiros. Essa diversidade, menos que constituir uma programação multidisciplinar, integra uma mesma concepção de território, na qual criação, cuidado, aprendizagem e convivência se articulam como dimensões de uma experiência coletiva.
A segunda homenageada da noite foi a atriz e cantora Linn da Quebrada. A artista que se define como uma agitadora cultural, e possui uma trajetória marcada pela potência de sua voz e pela sua atuação na cultura brasileira.
Linn da Quebrada reafirma a representatividade de quem narra e sua produção artística dialoga diretamente com o tema desta edição. “Eu não posso dizer o quanto eu estou emocionada e feliz de estar aqui hoje, principalmente num momento como esse que nós estamos vivendo e construindo mais uma vez. Não deixa de passar um filme na minha cabeça daquilo que eu venho construindo enquanto Linn da Quebrada”, ressalta.
Após o momento de homenagem houve a exibição do filme dirigido e protagonizado pela Linn da Quebrada: “blasFêmea”, de 2017.
Pocket show
O show começou com a música “amor amor” de Linn da Quebrada, que subiu ao palco pela plateia e agitou o público com canções autorais e um trabalho inédito, apresentado ao público pela primeira vez com exclusividade na 24ª Goiânia Mostra Curtas.
Com a presença de Giovani Cidreira e da baixista e baterista Erica Silva e Dominique Vieira respectivamente, o show Corpo Cruzado apresentou uma grande potência cultural e política.