
No Dia do Compositor Brasileiro, celebrado em 7 de outubro, artista relembra a trajetória da canção lançada em 2003, que ganhou diferentes versões e estilos ao longo dos anos
Uma boa composição não tem prazo de validade. Pode mudar de ritmo, ganhar novos arranjos, outras vozes e alcançar públicos que nem sequer haviam nascido quando os primeiros versos foram escritos. Mais de duas décadas depois de seu lançamento, “Sem Radar”, composição de Marcus Menna, é um exemplo de como uma música pode atravessar o tempo e continuar encontrando novos caminhos.
No Dia do Compositor Brasileiro, celebrado nesta quarta-feira, 7 de outubro, a trajetória da canção ajuda a traduzir a força do trabalho de Marcus como compositor. Cantor, músico e produtor musical, o artista viu uma música que nasceu em sua história no pop rock ultrapassar as fronteiras do gênero e ganhar diferentes interpretações ao longo dos anos.
“Sem Radar” foi lançada em 2003, no álbum “Tudo Outra Vez”, do LS Jack, período em que Marcus Menna era vocalista do grupo. Produzido por Rick Bonadio, o disco ajudou a consolidar uma fase de grandes sucessos da banda. Com uma letra sobre ausência, saudade e a sensação de perder o rumo depois do fim de uma relação, a música encontrou identificação imediata com o público.
E talvez esteja justamente aí a força que fez a composição sobreviver ao tempo. Sentimentos mudam pouco, mesmo quando gerações, estilos e formas de consumir música se transformam. Mais de 20 anos depois, a história contada em “Sem Radar” continua encontrando identificação em quem já se sentiu perdido diante da ausência de alguém.
A longevidade da canção também pode ser percebida nas diferentes versões que ganhou desde então. Em 2024, Gusttavo Lima revisitou “Sem Radar” ao incluir o sucesso no repertório do projeto Embaixador Acústico, dando uma nova roupagem à música. Na voz de um dos principais nomes do sertanejo, a composição de Marcus Menna ganhou novo fôlego e chegou a uma nova geração de ouvintes.
No ano seguinte, foi a vez de Henry Freitas incluir “Sem Radar” no projeto Pra Beber e Amar. A música também já ganhou as vozes da dupla Marcos & Belutti, do grupo Jeito Moleque e de Bruno Rosa com Ícaro & Gilmar. Mudam os arranjos, os estilos e as vozes, mas permanece a essência de uma letra construída sobre um sentimento universal: a falta que alguém pode fazer.
Para Marcus, ver uma canção ganhar novas interpretações, atravessar gerações e passar a fazer parte da história de tantas pessoas é uma das maiores recompensas de ser compositor.
“É muito especial ver algo que um dia saiu do meu coração ganhar tantas vozes e chegar a tantas pessoas. Quando você compõe, coloca ali sentimentos e coisas que está vivendo, mas depois a música deixa de ser só sua. Ela passa a fazer parte da história de quem ouve, de um namoro, de uma separação, de uma lembrança, de uma fase da vida. Ver ‘Sem Radar’ sendo cantada tantos anos depois, por artistas de estilos e gerações diferentes, é emocionante”, comenta o artista.