
Os grandes lançamentos do cinema no ano de 2026 não estão apenas movimentando as bilheterias mundiais, eles também estão funcionando como verdadeiros laboratórios das tendências para a comunicação digital.
As campanhas publicitárias de “Michael”, cinebiografia de Michael Jackson, e “O Diabo Veste Prada 2”, continuação do sucesso de 2006, mostram que a lógica de divulgação evoluiu, não basta mais anunciar, é preciso criar experiências, ocupar espaços e construir relevância contínua.
De acordo com Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global, entender esse movimento é essencial para marcas e profissionais que desejam se destacar no ambiente digital.
“A comunicação digital deixou de ser apenas uma vitrine. Hoje, ela constrói percepção, posicionamento e relacionamento antes mesmo do produto existir para o público”, explica.
Da divulgação tradicional à experiência
No caso de “Michael”, a estratégia foi além dos trailers. A campanha apostou em experiências imersivas e no uso de grandes estruturas urbanas como mídia, transformando prédios em telas vivas para contar histórias.
“Hoje, comunicar é criar impacto, quando a mensagem vira experiência, ela deixa de ser ignorada e passa a ser vivida pelo público”, destaca Jennifer de Paula.
“Não é mais sobre atingir um público, é sobre fazer cada pessoa se sentir parte daquela narrativa. Integrações com plataformas digitais permitiram adaptar a comunicação ao perfil do usuário, criando conexões mais emocionais”, afirma.
Ponto de partida de um ecossistema de marca
Já “O Diabo Veste Prada 2” reforça uma tendência importante: o conteúdo deixou de ser o produto final e passou a ser o início de um ecossistema. Parcerias com marcas e ativações que extrapolam o cinema mostram que a comunicação precisa estar presente no cotidiano do público.
“O filme não é mais o centro, ele é o gatilho. A marca precisa existir antes, durante e depois da experiência principal. Esse movimento também reflete uma mudança no poder de influência, e se antes ele estava concentrado em grandes veículos, hoje é distribuído entre algoritmos, criadores de conteúdo e plataformas”, explica Jennifer de Paula.
“O que define tendência hoje é o fluxo do digital. Quem não entende isso, fica invisível”, reforça.
Nostalgia estratégica
Outro elemento comum nas campanhas é o uso da nostalgia, mas de forma ativa. Em vez de apenas resgatar o passado, os conteúdos são adaptados para dialogar com novas gerações.
“No digital, nostalgia não é memória, é estratégia, e ela precisa ser traduzida para os formatos que o público consome hoje. Isso inclui o uso de redes sociais, filtros, vídeos curtos e outras ferramentas que conectam diferentes públicos em uma mesma narrativa”, afirma.
Comunicação como presença contínua
Os dois lançamentos deixam uma mensagem clara, a comunicação digital deixou de ser episódica e passou a ser contínua. Marcas e profissionais precisam construir presença constante, relevante e integrada.
“Hoje, não basta ser bom no que faz. É preciso comunicar isso de forma estratégica e consistente, porque a atenção é disputada o tempo todo”, destaca Jennifer de Paula.
“Quem entende essa mudança consegue não apenas atrair atenção, mas construir valor real no digital”, finaliza.

Sobre Jennifer de Paula
Jennifer de Paula é uma Premiada Estrategista de Marketing, Pós-Graduada com MBA em Marketing e Negócios Interativos. Diretora de marketing e gestão da MF Press Global, agência de comunicação internacional, atua na construção de autoridade, posicionamento estratégico e gestão de imagem de grandes marcas e personalidades. Com um portfólio que inclui profissionais que somam milhões de seguidores, Jennifer é referência no universo digital, combinando estratégia, inovação e alta performance para transformar presença online em influência real.