Televisão

Felipe Oládélè marca presença em diferentes plataformas de streaming

Basta abrir uma plataforma de streaming para encontrar Felipe Oládélè no elenco. O ator vive uma fase de forte presença no audiovisual brasileiro, com estreias previstas na Netflix, Disney+, Globoplay e TV aberta ao longo de 2026. Transitando por diferentes gêneros, Felipe acumula participações em dramas históricos, cinebiografias, thrillers policiais e conteúdos voltados ao público infantojuvenil, sem deixar de lado sua atuação no teatro. Entre os próximos projetos estão as novas temporadas de Detetives do Prédio Azul, as séries Amor em RuínasAmor da Minha VidaQuando Ela Desaparecer e Brasil 70: A Saga do Tri.

“Eu tive uma oportunidade no Rota 66, em 2021, e a partir dali fui ganhando credibilidade no mercado então não parei mais, tenho feito duas a três séries por ano. Nesse momento me sinto colhendo frutos de trabalhos que já foram gravados e vão estrear esse ano, mas semeando outros também, já que estou em novos processos”, revela.

Duas grandes produções da Netflix

Entre os destaques desta nova fase está Brasil 70: A Saga do Tri, produção da Netflix que estreia no final de maio. Na série, Felipe interpreta o goleiro Barbosa, personagem histórico marcado pelo racismo e pela injustiça após a derrota do Brasil na final da Copa de 1950. Para o ator, contar essa história tem um significado que ultrapassa o lado profissional. “Foi muito importante estar nesse trabalho pela dimensão dele, assim como foi estar no Senna. O Barbosa é um goleiro negro que foi injustiçado. Foi talvez o maior cancelamento da história do futebol brasileiro em relação às questões raciais. Então, ter feito esse personagem e honrado a sua trajetória foi muito significativo pra mim”, afirma.

Recentemente, Felipe esteve no elenco de Senna, minissérie brasileira que chegou ao top 10 Global da Netflix. Essa participação também carregou um simbolismo especial para o ator, que cresceu em um ambiente cercado pelo universo automobilístico. Filho de mecânico, Felipe acompanhava as corridas de Ayrton Senna na infância e guarda lembranças marcantes. “Eu cresci apaixonado por carros e querendo ser piloto de corrida. No dia em que o Senna morreu, eu estava assistindo televisão com o meu pai. Então, quando fiz a série, foi como se eu estivesse representando meu pai e aquela criança que fazia meu filho fosse eu”, lembra.

Disney + e Globoplay

Entre os próximos lançamentos do ator está Amor em Ruínas, da Disney+, que também será exibida pela Record a partir de julho. Na trama, Felipe interpreta Sema, administrador de palácio que acompanha diferentes reis ao longo da narrativa, transitando estrategicamente pelos bastidores da monarquia. Reservado, político e ambíguo, o personagem desafia o ator a explorar complexidades da condição humana. “É um personagem muito estratégico, que está sempre mediando situações e dialogando com o poder. Ele tem muitas ambições e uma postura política. Isso é interessante como ator porque é um personagem cheio de camadas”, explica.

Já no Globoplay, Felipe integra o elenco de Quando Ela Desaparecer, thriller policial baseado no livro de Victor Bonini, além das novas temporadas de Detetives do Prédio Azul, sucesso do Gloob em que interpreta Francisco, pai do novo detetive da capa amarela.

Pontos de conexão

Apesar da diversidade de gêneros e personagens que vem interpretando, Felipe identifica alguns pontos de conexão entre seus trabalhos recentes. Um deles é a recorrente experiência de viver figuras paternas em cena. Em produções como Detetives do Prédio Azul, no filme Kizuna e nas séries SennaRota 66 e A História Delas, o ator interpreta pais em contextos bastante distintos, algo curioso para quem ainda não tem filhos. “É engraçado porque em muitas séries eu tenho sido pai e eu não sou pai na vida real, mas adoro trabalhar com criança. Tenho muita facilidade de criar intimidade rapidamente no set, porque gosto genuinamente desse universo”, conta.

Ao mesmo tempo, o ator afirma que tem buscado personagens que o desafiem artisticamente e o tirem de zonas de conforto. “O que mais me interessa é o trabalho que me desafia. Claro que dá medo, mas o desafio alimenta a alma. É transformador quando existe um ambiente que me permite arriscar, testar e me lançar artisticamente”, afirma.

Um artista multifacetado

Além da interpretação, Felipe também se dedica à escrita, direção e concepção de projetos, desenvolvendo um olhar artístico atento às transformações do seu tempo e às possibilidades de linguagem, sempre em busca de obras que dialoguem com questões humanas e sociais. “Tem sido muito importante conseguir me consolidar como artista em um mercado tão disputado e, ao mesmo tempo, poder contribuir para a construção do audiovisual brasileiro”, afirma.

Paralelamente aos trabalhos no streaming, Felipe também prepara a estreia de um projeto autoral ao lado de seu novo grupo, o Trinca. Intitulado “Teatro de Buteco: Opinião em Roda”, o espetáculo é inspirado no histórico show Opinião e propõe um espaço de encontro a partir do ambiente de um boteco. A montagem atravessa temas como música, boemia e conversas profundas, explorando as relações humanas que surgem nesses espaços. “Eu tenho experimentado o audiovisual, mas sempre em diálogo com o teatro. Nunca parei de fazer teatro e nem pretendo parar”, conclui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *