Arte

Exposição “Veludo” investiga o tecido como linguagem e campo simbólico

Fotos: Selmy Yassuda

A Anita Schwartz Galeria de Arte, na Gávea, inaugurou no dia 14 de abril de 2026, às 19h, a exposição “Veludo”, com curadoria de Ulisses Carrilho, em curta temporada até 25 de abril. Reunindo artistas de diferentes gerações, a mostra toma o tecido como
ponto de partida para uma investigação sobre as dimensões simbólica, tátil e social dos objetos em sua relação com o corpo.
Estruturada a partir de um olhar atento às superfícies, a exposição se volta a texturas, dobras e opacidades entendidas não apenas como qualidades materiais, mas como instâncias de mediação entre o corpo e o mundo. Ao evocar o veludo, historicamente
associado ao luxo e à intimidade, o projeto articula aparência e experiência, visibilidade e contato, ornamento e estrutura. A abertura acontece simultaneamente ao retorno do Rio Fashion Week à cidade, após uma década, situando a mostra em
diálogo direto com o universo da moda.


“Veludo parte do tecido como uma zona de contato entre corpo e mundo. Interessa pensar a superfície menos como aparência do que como instância de mediação, na qual se inscrevem relações de desejo, poder e pertencimento. Ao aproximar práticas que atravessam arte, moda e teatro, a exposição propõe olhar o vestir como linguagem, construção social e forma contínua de performar identidades”, afirma Ulisses Carrilho.
De uma cortina monumental que ocupa o espaço como paisagem sensível a fotografias impressas sobre pano, evocando o corpo como imagem em transformação, “Veludo” constrói um percurso em que matéria e visualidade se confundem. Obras que incorporam costura, vestuário e diferentes tratamentos de suporte convivem com pinturas, objetos e experimentações que tensionam textura e aparência, aproximando arte e moda sem hierarquias.

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