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MEDIZ NO BBB26 – Entrevista com Babu

Babu Santana

Babu Santana

Babu Santana se permitiu viver mais uma vez a experiência de participar do ‘Big Brother Brasil’. Seis anos depois de inaugurar o grupo Camarote, o ator virou Veterano no reality e, nessa nova jornada, acredita que a postura anteriormente “passiva”, como diz, deu lugar a uma posição enérgica de jogo. Foi nesta edição que Babu alcançou a famigerada liderança, realizou o sonho de desfrutar de uma festa a seu gosto e integrou um grande grupo que mais tarde viria a se dividir por divergências internas. O embate do participante com a também já conhecida Ana Paula Renault marcou uma virada em sua trajetória no ‘BBB 26’ e contribuiu para sua segunda ida ao paredão, já que Milena definiu em consenso com Jonas a indicação do brother. Na berlinda contra Milena e a amiga Chaiany, o ator acabou eliminado com 68,62% dos votos. Ao analisar sua trajetória, Babu destaca o que faria diferente: “Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser TOP 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação”.

Na entrevista a seguir, Babu Santana observa como o jogo deve seguir depois de sua saída e conta sobre próximos passos depois do BBB.
 
Depois de inaugurar o grupo Camarote no BBB 20, você retornou ao programa como um Veterano nesta edição. Quais foram as maiores diferenças entre essas duas experiências? 
A maior diferença foi que da primeira vez eu entrei a esmo total, à revelia, a pura atitude de aventura. Não tinha nenhum tipo de malícia nem expectativa. E agora, no ‘BBB 26’, eu acho que eu entro com a intenção de não ser tão passivo. Eu adoto uma postura de jogar, de tretar e acelerar o jogo. Eu vim com esse intuito de ter mais atitude para que o entretenimento se tornasse mais interessante. O ‘BBB 20’ tem o Babu mais passivo e o ‘BBB 26’, o Babu mais ativo.
 
No início da temporada, você chegou a comentar que não sabia como era ser querido dentro da casa, comparando a recepção dos brothers nas duas edições. O que mudou de lá pra cá, na sua opinião?
É muito engraçado, porque no ‘BBB 20’, quando eu entrei, eu só sabia quem era a Manu Gavassi. E no BBB 26, eu já entro com a Solange Couto e o Henri Castelli, que são pessoas que já trabalharam comigo; o Edilson, que é um cara em que eu me amarro pra caramba; a Sol que já fez parte do Nós do Morro; a Sarah, que em algum momento a gente havia se encontrado aqui fora; o Jonas… Ali eu já encontro familiaridades e me sinto mais acolhido logo ao abrir a porta. E por eu já ter esse acolhimento externo eu acho que aquilo se espalhou e me deu um conforto que me incomodou. Eu falei: “Opa, não vim aqui para ficar confortável”. Essa foi a principal mudança. Já no ‘BBB 20’, eu me sentia um bicho acuado.
 
Acredita ter sido por isso que levou um certo tempo para se estabelecer em um grupo de aliados para jogar? 
Sim. Começou a me incomodar ter o conforto, ainda mais pilhado com a Ana Paula falando que o pessoal estava num resort. Aí eu falei: “Opa, não vamos transformar o BBB num sarau”. Logo ali eu comecei a tentar identificar pessoas com linhas filosóficas e de vida mais compatíveis com a minha e também a tentar entender quem eram aquelas pessoas, sem criar uma panelinha de veteranos. Eu gosto de misturar. Logo cedo a gente começou a entender quem teria a filosofia de jogo parecida e eu acho que isso foi bem interessante.
 
Você voltou do paredão que eliminou a Sarah Andrade um mês atrás. A que atribui a sua eliminação agora, nessa segunda berlinda?
O ataque em excesso à Ana Paula. Eu querer trazer uma questão tão complexa em um programa editado num mundo fragmentado. Acho que faltou inteligência emocional nesse quesito. E isso tudo foi desencadeando outros problemas.
 
Na segunda semana da temporada, você conquistou a liderança pela primeira vez e celebrou bastante essa vitória. Como foi essa experiência?
Foi lindo! Acho que foi a melhor experiência que eu tive nos dois BBB’s. Quarto do líder, o roupão, o ‘contato’ com as pessoas que eu tinha deixado aqui fora, a festa… Poder celebrar a minha liderança com uma festa que homenageava o grupo que originou toda a minha carreira foi especial. Dessas dores todas, eu vou guardar esse momento bom.
 
Depois de uma briga com o Jonas, você decidiu se aliar à Ana Paula. Mas em determinado momento do jogo, optou por se distanciar dela e da Milena, e também por não falar mais de jogo com o Juliano, que era um de seus principais aliados. Por que tomou essa decisão sem que houvesse uma conversa com o grupo antes? 
A convivência com elas começou a me incomodar e, para que eu não brigasse, eu saí. Para que eu não conflitasse com o Juliano – eu não deixei de jogar com ele – eu falei: “Eu não vou falar mais de jogo com você, mas também não vou participar de nenhuma estratagema que inclua você para votar”. Isso nos afastou, até porque a gente já tinha tido algum tipo de discussão boba ali. E me incomodava muito – foi quase um ciúme – ele estar mais próximo da Ana Paula e não de mim. Depois da insatisfação dela de ter sido tirada da prova do anjo, ele também ficou chateado. Eu falei para ele: “Por que você acha que fui eu que te tirei se foi ela que te chamou e ainda debochou falando que você é o filho do Babu? Por que era óbvio? Desculpa, era óbvio que ela iria te tirar e de repente era até uma forma de te mostrar que você não era prioridade dela.” E aí, como ele disse para mim que não queria mais ver a gente brigando, que era uma coisa que o estava incomodando, eu continuei no jogo com o mesmo foco, que foi até o final. Porém, a minha convivência com a Ana Paula não estava agradável para mim. Como ele optou por ficar com ela – e em termos de jogo fez o certo – eu não quis atrapalhá-lo. Então, eu acho que foram esses exageros, ter jogado toda a minha revolta em cima de uma pessoa só, mas também me recuso a dizer que eu deixei de jogar com o Juliano, porque eu jamais deixaria votarem nele. Inclusive votei quase todas as vezes igual a ele.
 
Naquele momento você decidiu seguir jogando com Solange Couto, Leandro, Chaiany e Breno. Foram eles seus maiores aliados nesta edição? 
Sobretudo Solange Couto, Boneco e Chaiany. O Breno é uma figura flutuante, um ser humano interessantíssimo. Eu acho que talvez ele consiga se esgueirar e chegar longe. Sabendo aqui da preferência do público, talvez ele não ganhe, mas acho que ele vai conseguir chegar longe.
 
Dentro da casa, você foi visto pelos adversários como uma espécie de “pai” desse terceiro grupo que se formou. Acreditava exercer algum tipo de liderança naquele contexto do quarto “Sonho do Amor”?
Houve uma dinâmica em que a gente tinha que decidir um líder. Quando a gente foi fazer a votação para essa ação, foi solicitado um líder para aquele grupo de pessoas e não fui eu o escolhido. E eu nem questionei ser ou não ser. Eu julgava haver ali pessoas maduras, com exceção da Chaiany que era a mais nova. O momento que talvez eu tenha errado foi a indignação que eu tive com a manipulação da Samira para com a Chai, que a levaria a retirar o anjo da amiga dela [Gabriela], o que eu achava que seria um erro na linha histórica do jogo da Chaiany. Esse foi o único momento que eu impus uma condição para ela pensar. Eu disse: “Cara, você está jogando o tempo todo com a menina [Gabriela], que te deu o anjo mesmo sendo sua adversária. Você não vai fazer o mesmo? Não vai ser recíproco, por causa de uma pessoa que não está ameaçada? A pessoa fala que tem uma cama vaga lá em cima, diz para você ir para lá, te expulsa e é sua aliada?” Eu acho que nos dois meses essa foi a única questão na qual eu posso ter influenciado algum jogador. Sobre o resto, eu sempre fui uma pessoa que propõe o debate e que cada um defenda a sua autonomia. Eu não me vejo numa posição de liderança em momento algum.
 
Olhando para sua trajetória, faria algo diferente, se tivesse a chance?
Faria muitas coisas diferentes. Depois da conquista da liderança, eu pisaria mais no freio para poder sair com alguma coisa da casa. Com a condição de ser TOP 10 para ganhar o apartamento, eu desaceleraria aquele embate com a Ana Paula, deixaria o meu incômodo um pouco mais guardado para depois, então, pensar de forma mais tranquila o que fazer com aquela insatisfação.
 
Que movimentos você vislumbra no jogo a partir da sua saída?
Eu acho que a galera vai ter uma certeza da força da dupla Milena e Ana Paula. Eu acho que eles vão se inclinar mais a essa dupla e a esse estilo de jogo. Eu espero que a Solange e o Boneco não cometam os mesmos erros que eu.
 
E para quem fica a sua torcida?
Para a Chaiany.
 
O que deseja realizar profissional e pessoalmente após essa segunda passagem pelo reality
Eu vou me concentrar para exercer uma nova função na minha profissão, que é dirigir um projeto, e também pretendo voltar à direção do Nós do Morro.

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