
O multiartista Eric Max está de volta às suas origens. Ator, cantor, compositor e diretor, o amazonense de 28 anos de idade está em Novo Airão até o fim de janeiro para filmar “Contigo”, longa-metragem independente que aborda a delicada relação entre mãe e filho em meio a desafios contemporâneos. “Dou vida a Aruã, um jovem que vive sozinho com Maria Ana (Jôce Mendes), sua mãe, no coração de uma casa ribeirinha isolada. No entanto, os dois são surpreendidos por questões relacionadas à crise climática — que já vem nos afetando — e tudo muda”, adianta Eric sobre o trabalho, dirigido por Sarah Margarido.

A previsão de estreia é para o primeiro semestre deste ano e a produção do longa-metragem é totalmente independente, assinada pela Borboleta Azul Filmes, e reúne artistas amazonenses na equipe principal com direção executiva de Christian Gonnet, produção executiva da Muiraquitã Produções, direção de produção de Adson Colares e assistência de produção de Otiniel Moris. Já a direção de fotografia é assinada por Williams Ferry e a direção de arte por André Santos, enquanto a assistência de arte é de Kelly Brasilino, com operação de som direto de Charlie Abel Rodrigues. A maquiagem e o figurino ficam a cargo de Janete Matos (Indígena Make) e a preparação de elenco é de Tainá Medina; no elenco, estão, além de Eric Max e Jôce Mendes, Tony Ferreira.

E os projetos no cinema não param por aí. Eric também integra o elenco do filme “Quem é que vai nos proteger”, atualmente em fase de finalização, e assina a direção do documentário “Mãe Rosa”, que retrata a trajetória de sua avó, Dona Rosália Sales, curandeira de 76 anos e figura muito conhecida na região de Novo Airão. “Ter a oportunidade de contar a história da minha avó é algo que me deixa profundamente realizado. Ela é um exemplo para toda a comunidade e uma parte essencial da minha vida”, afirma.
Na música, Eric segue colhendo os frutos de “Encanta Não”, seu mais recente lançamento, que representa o Ixé Pop Amazônico — estilo musical criado por ele. A faixa foi lançada em dezembro de 2025 e dará origem a um EP ainda este ano, além de dois álbuns que fazem parte de seu projeto: “Florestas Digitais”, que aborda a resistência da floresta diante de constantes ataques, como uma ferida aberta, e “Ixé Poranga Amazônia”. “Para esse trabalho, estou estudando a língua do meu povo, o Nheengatu, para cantar com propriedade. São músicas pop indígenas que representam nosso povo, com toda a sua luta e delicadeza”, destaca.
Entre tantos projetos, Eric também finaliza o livro “Madadá”, com lançamento previsto ainda este ano pela editora Viseu. “A obra conta uma história fictícia inspirada nas grutas do Madadá, localizadas no meio da Floresta Amazônica, em Novo Airão, e que se entrelaçam com a trajetória da minha família paterna. Escrever esse livro foi um resgate de histórias que eu desconhecia, um verdadeiro acerto de contas com a minha ancestralidade”, conclui.
Redes: @ericmax
Plataformas digitais: Spotify, Deezer, YouTube, Apple Music, Itunes