
As redes sociais continuam passando por uma transformação acelerada e, em 2026, para produzir conteúdo não vai adiantar apenas acompanhar modinhas ou repetir fórmulas que funcionaram no passado.
A forma como as pessoas consomem informação mudou, assim como os critérios de relevância das plataformas e a expectativa do público em relação às marcas, criadores e empresas.
De acordo com Jennifer de Paula, MBA em Marketing e Negócios Interativos e diretora da IMF Press Global, entender esse movimento é fundamental para não perder espaço ou atenção nas mídias digitais.
“A forma de se usar conteúdos em estratégias de comunicação digital nas redes sociais mudou e é preciso se adaptar a esse movimento. Hoje, o público busca conexão, utilidade e verdade, não apenas entretenimento vazio”, afirma.
4 tendências de conteúdo para as redes sociais em 2026:
1 – Conteúdos reais e menos roteirizados
Produções excessivamente editadas ou geradas por IA têm ganhado espaço, mas ir na contramão também pode ajudar a gerar destaque. Bastidores, entrevistas espontâneas, podcasts, vlogs, relatos de experiências pessoais e opiniões sinceras tendem a gerar mais engajamento do que conteúdos perfeitos.
“A valorização do ‘imperfeito real’ também surge como resposta ao uso excessivo de inteligência artificial na criação de conteúdos genéricos”, destaca Jennifer de Paula.
2 – CEOs e líderes como criadores de conteúdo
Cada vez mais, donos de empresas, CEOs e gestores assumem o papel de creators nas redes. Essa presença humaniza marcas, gera confiança e aproxima o público das decisões e valores do negócio. Em 2026, a figura institucional perde força frente à comunicação feita por pessoas reais que representam a empresa e falam com propriedade sobre o que fazem.
SEO aplicado às redes sociais
“As redes deixaram de ser apenas plataformas sociais e passaram a funcionar como motores de busca. Saber usar palavras-chave corretas, títulos estratégicos e escolher os canais certos aumenta significativamente as chances de o conteúdo ser encontrado, indexado e até citado por sistemas de inteligência artificial em buscas. Conteúdo sem estratégia de SEO tende a desaparecer rapidamente”, afirma.
3 – Força renovada das mídias tradicionais
Em um cenário de desinformação e queda de credibilidade digital, aparições em veículos tradicionais ganham novo peso. Menções em TV, rádio, jornais e revistas impressas reforçam autoridade, confiança e reputação.
“Em 2026, a integração entre redes sociais e mídia tradicional tende a passar a ser vista como diferencial estratégico, não como algo ultrapassado”.
4 – Verticalização total dos conteúdos
O formato vertical se consolida de vez. Não apenas vídeos curtos, mas entrevistas, programas, transmissões ao vivo e até novelas já adotam a verticalização.
“As plataformas priorizam esse formato, que se adapta melhor ao consumo mobile e à lógica de rolagem contínua. Quem insiste apenas no horizontal tende a perder alcance orgânico”, alerta Jennifer de Paula.
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Sobre Jennifer de Paula
Jennifer de Paula é uma Premiada Estrategista de Marketing, Pós-Graduada com MBA em Marketing e Negócios Interativos. Diretora de marketing e gestão da MF Press Global, agência de comunicação internacional, atua na construção de autoridade, posicionamento estratégico e gestão de imagem de grandes marcas e personalidades. Com um portfólio que inclui profissionais que somam milhões de seguidores, Jennifer é referência no universo digital, combinando estratégia, inovação e alta performance para transformar presença online em influência real.