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MEDIZ NO BBB26 – Entrevista com o eliminado: Jonas Sulzbach

Jonas Sulzbach

Jonas Sulzbach

Foram mais de 70 dias sem encarar o paredão, quatro lideranças, dois anjos e uma vitória em prova Bate e Volta. Jonas Sulzbach voltou ao ‘Big Brother Brasil’ e deixou, mais uma vez, a sua marca no reality. No ‘BBB 26’, o veterano e terceiro colocado da 12ª edição não alcançou o objetivo de chegar ao Top 10 da temporada, mas viveu de tudo um pouco no confinamento. Além do exímio desempenho nas disputas, o agora ex-brother esteve no centro de inúmeros embates, curtiu momentos de romance e divertiu o público com a relação ambígua com Ana Paula Renault. A trajetória longeva na edição, no entanto, chegou ao fim nesta terça-feira, dia 24, quando foi eliminado com 53,48% dos votos ao enfrentar Juliano Floss e Gabriela na berlinda. “O programa mudou muito de 2012 para 2026 e, nesses 14 anos, eu me tornei uma pessoa mais experiente, mais preparada emocionalmente – e pelo que eu ouvi esse foi um ponto que as pessoas notaram, o meu controle emocional diante de várias situações de pressão. Esse foi um programa muito mais difícil em se tratando de embates, de discussões”, compara Jonas.

F​ora da disputa pelos milhões de reais, o gaúcho expõe suas estratégias, comenta relações com aliados e adversários e opina sobre os próximos passos do grupo ao qual pertencia. Confira a seguir.
 
Que diferenças sentiu entre a sua participação como anônimo no ‘BBB 12’ para sua entrada como veterano agora no ‘BBB 26’? 
Foram muitas diferenças. O programa mudou muito de 2012 para 2026 e, nesses 14 anos, eu me tornei uma pessoa mais experiente, mais preparada emocionalmente – e pelo que eu ouvi esse foi um ponto que as pessoas notaram, o meu controle emocional diante de várias situações de pressão. Esse foi um programa muito mais difícil em se tratando de embates, de discussões. Em 2012, teve duas ou três discussões. Com certeza eu discuti mais na temporada de 2026 do que na minha vida inteira. De Pipoca para Veterano, eu acho que são fases muito diferentes. Em 2012 quase não tinha rede social, não tinha cobrança, não existia cancelamento, então eu entrei [naquela época] muito mais livre de pensamentos, para viver como eu sou. Não foi diferente dessa vez, mas agora a pessoa já entra sabendo que existem coisas que podem prejudicá-la.
Foram mais de 70 dias no programa sem ir ao paredão. No entanto, na primeira berlinda, você foi eliminado. Na sua opinião, o que foi determinante para a sua saída?
Esse foi o único check que eu quis dar e não consegui: voltar de um paredão. Eu fiquei bem triste. Ainda não consegui entender muito bem sobre o jogo e as pessoas, mas eu entendi que foi uma junção de torcidas que se mobilizaram para me tirar, que de repente viram que eu poderia ter um potencial… Resolveram me tirar para duas “plantas”, que são a Gabi e o Juliano, que não mostrou nada no jogo também, só atendeu um Big Fone e foi essa a participação dele.
 
Com diferentes habilidades, você venceu sete provas, entre quatro lideranças, dois anjos e uma Bate e Volta. Imaginava ter um desempenho tão bom nesse quesito? Tinha alguma estratégia para esses momentos de disputa?
Não imaginava! Se me perguntassem: “Quantas provas do líder você pensava em ganhar?” Eu responderia que duas já seriam demais. Mas foi acontecendo. Eu me preparo na vida, então os meus treinos do dia a dia me prepararam para as provas de resistência, de agilidade, de concentração. E o resto foi controle, físico e mental. Situações de sorte não tem como controlar. E quando eu realmente precisei da sorte para vencer esse último Bate e Volta, a sorte não veio. Fui para o paredão que custou a minha eliminação. Mas fiquei muito feliz. Quando eu ganhei a terceira prova seguida do líder, eu fiquei com um sentimento estranho, de comemorar, mas de ficar com receio em relação ao que as pessoas iriam pensar. Foi um sentimento de nem conseguir curtir tanto a vitória, de achar que estava incomodando ou que o público poderia estar vendo de uma forma diferente. Mas depois eu superei isso e entendi que aconteceu pelos meus méritos, pelo meu esforço e um pouco da minha sorte. Entendi que vencer não é feio.
 
Você, Alberto e Sarah formaram um grupo logo no início do jogo, que foi intitulado de “divina trindade”. Foram eles os seus maiores aliados no programa?
A Sarah, no início, foi até mais presente, ela era a minha dupla. Antes da “trindade” existiu a Sarah como minha dupla e depois o Alberto veio. Tanto é que na dinâmica do pódio, o meu era a Sarah em segundo lugar e o Alberto, em terceiro. O pódio do Alberto foi o Babu e o Edilson. Isso já explica algumas coisas. Mas a partir do momento em que o Alberto se aproximou mais e conheceu um pouco mais de cada um, nós nos fortalecemos, sim. E quando a gente ouviu esse negócio de “trindade”, até a gente comemorou. Foi legal enquanto durou. Infelizmente a Sarah saiu antes. Ela foi a pessoa que, quando eliminada, eu mais sofri. Eu me coloquei no lugar dela, a via como a minha versão feminina na casa, minha casca de bala. Quando ela saiu, eu imaginei que, se fosse eu, também sairia, porque pensava muito como ela. Era o mesmo jogo, eram os mesmos pensamentos. Naquele momento eu vi que o negócio estava feio para mim aqui fora. E acho não estava tão feio assim. Na verdade, eu não sei como foi a minha progressão no jogo até ontem, ainda estou entendendo isso.
 
Algo mudou na sua estratégia depois que a Sarah deixou a competição? Pensou em recalcular rota?
Não, em nenhum momento pensamos em recalcular rota. Meu pensamento batia muito com o do Alberto. Há situações em que mudar princípios ou caráter por causa de um jogo simplesmente não vale a pena; é melhor sair. Eu não mudaria nada, não faria nada diferente.
 
Ao mesmo tempo em que você era rival da Ana Paula dentro da casa, vocês faziam diversas brincadeiras com ironias. Como você avalia a sua relação com ela no programa? 
Foram muitos altos e baixos. Começou com uma relação de respeito, mas logo no início ela falou que queria ir ao paredão comigo. Depois isso passou e a gente começou a fazer brincadeiras, sempre no mesmo tom. Eu entendi qual era a dela, eu sempre a enxerguei como uma pessoa muito inteligente, que dá cada passo com sabedoria e de forma calculada. Ali estava tudo sendo calculado. Eu não sei como o público enxergava isso, mas eu respondia e tratava à altura. Para mim, em meio ao turbilhão, [as brincadeiras] eram uma forma de ter um momento de leveza. Tanto é que pessoas do meu lado falavam: “Jonas, você não está vendo que a Ana Paula está te fazendo de trouxa?”. Eu cheguei a ouvir isso e respondia: “eu estou levando numa boa, para mim está sendo até leve. Não vai passar disso”. Eu não enxergava que ela estaria me fazendo de trouxa e acho que nem o público interpretou dessa forma.
 
Considera que ela tenha sido sua maior rival? Por quê?
Aqui de fora eu vejo que foi ela mesmo, porque ela é a “cabeça” da galera, ela fala pela galera. Eu vi vários momentos, até com o Juliano, em que ela orquestrava o que ele deveria falar comigo; ela dizia “agora você sai, já está bom”. Não sei se o público vê dessa forma, mas para mim ela é a grande maestra do negócio lá, da turma que está “favorita”. Ana Paula, Chaiany, Milena, Juliano… Ela é a cabeça, então se tornou a principal rival. De repente se não tivesse Ana Paula, eu estaria lá ainda. Ou o Juliano não seria nem o Juliano…
 
Apesar de fazer parte do seu grupo por um bom tempo, a Gabriela foi uma pessoa com quem você teve embates recentes. O que motivou esses conflitos na sua opinião?
O humor dela muda do nada. É uma pessoa que explode muito fácil, que não tem controle emocional. É uma pessoa de quem eu gosto, com quem eu tive trocas muito interessantes com relação a família, vida… ela passou por muitas coisas que eu passei e isso conta muito. Só que o lado explosivo dela, de só conseguir conviver quando as coisas a estão agradando acaba sendo complicado, porque bastava uma pequena coisa para se tornar algo gigante, e isso foi minando a relação. O fato de ela dar o monstro para o Cowboy, sendo que ele foi a pessoa que a introduziu no grupo… Foram coisas que eu contei muito. Eu acho que eu tive a minha razão ao puxa-la para o paredão, mas também fiquei pensativo sobre como o pessoal poderia interpretar, talvez achar que eu fiz uma coisa errada.
 
Nos últimos dias, alguns participantes comentaram que você teria ‘pisado no freio’ e que estaria reavaliando algumas atitudes no jogo. O que pensa sobre isso?
Nunca pensei em rever atitudes, mas pisar no freio eu acho que não foi uma vez só. Não tem como manter um jogo para cima o tempo todo. Eu nunca fui de ir atrás de embates, eu sempre fui reativo, não fugia. Então, houve momentos em que eu precisava descansar um pouco. Houve momentos em que eu pensei em apertar o botão e sair. “Eu não aguento mais isso aqui”, pensei. Então, foi uma estratégia minha tirar um pouco o pé do acelerador, para conseguir um gás e continuar. Tanto é que se eu tivesse na casa, voltasse do paredão, ninguém ia me aguentar lá mais. Ia ser a resposta que eu precisava, ia mudar tudo. Ainda mais depois de saber que tem muita gente aqui fora que estava gostando do meu jogo.
 
Como acha que seus aliados vão seguir na competição depois da sua saída?
Eu acho que, do jeito que está, vai sair um por um. Eles ficam cada vez mais fracos agora com um aliado a menos. Um aliado que era bom de prova, que ajudava muito. Se não acontecer algo de muito extraordinário com eles – Cowboy e Jordana principalmente, porque a Marciele pelo que eu vi em alguns vídeos não era uma aliada, estava ali por conveniência; não sei se estou certo, mas vi vídeos dela sendo super traíra – estão com os dias contados. Se o Cowboy não ganhar o líder agora de novo, ele vai ser o próximo no paredão. Acho que já fazia três semanas que nenhum de nós saíamos, porque só iam pessoas do outro grupo para o paredão e também porque teve aquele paredão falso. Agora eu indo e saindo, vai reforçar tudo o que a gente pensava um tempo atrás, que sempre que um de nós foi ao paredão, sempre saíamos.
 
O que deseja realizar profissional e pessoalmente após essa segunda passagem pela casa?
Ainda não consegui pensar. Fiz um story há pouco dizendo que agora vai começar o meu ano. Eu preciso colocar muitas coisas em ordem. Não era meu objetivo sair nesse momento, eu queria muito chegar ao Top 10, ainda mais pelo fato de ganhar um apartamento. Eu parei minha vida durante três meses praticamente. Agora eu preciso me organizar mesmo, mas eu espero trabalhar muito com a minha imagem nas redes sociais, voltar aos treinos. Eu tenho uma empresa de treinos em São Paulo e em alguns outros lugares. Eu quero voltar à ativa. Falei no programa que os treinos me ajudaram muito nas provas, então eu quero me dedicar muito a isso. Quem sabe em breve participar de mais uma maratona pelo mundo… Mas preciso me organizar agora, entender primeiramente o jogo e começar a trabalhar.

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