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MEDIZ NO BBB26 – Entrevista com o eliminado Marcelo

Marcelo

Da casa de vidro para o BBB 26, Marcelo foi eliminado no quinto paredão da temporada, com 68,56% dos votos, nesta terça-feira (17), em uma disputa contra Solange Couto e Samira. Ao relembrar sua trajetória, ele reconhece erros cometidos no programa e afirma que deveria ter se expressado mais. “Senti falta de externar meus pensamentos. Era importante que o público soubesse o que eu estava pensando. Algumas atitudes me irritavam, mas eu não falava. Planejava conversar com Ana Paula antes do paredão para mostrar que estava com eles, mas não fiz. O rompimento com Maxiane e Marciele apenas confirmou o que eu já pensava, mas não estava mostrando para fora. Na minha cabeça, eu estava bem-posicionado, mas não deixei isso claro para o público, que era o principal”, observa.

Na entrevista a seguir, o ex-participante analisa os fatores que atrapalharam sua permanência na competição e faz um balanço de sua passagem pelo reality. Marcelo também revela o que teria feito de diferente e como seria seu pódio com quem ainda segue na disputa.
Como resume o que foi o ‘Big Brother Brasil’ para você?
O BBB, para mim, foi a realização de um sonho. Me inscrevo desde 2014. Sei que tive minhas flutuações no jogo. Não consegui me mostrar por inteiro, tive minhas falhas e consigo reconhecê-las. Dentro da casa já percebia isso, e aqui fora só se confirmou. Mas estou muito feliz, viveria tudo de novo. Se fosse chamado novamente para participar, iria com outros olhos, com outra garra, com um posicionamento diferente e sendo 100% eu. Acredito que não consegui entregar totalmente quem eu sou.
Quais foram os erros e acertos dessa experiência?
Erro foi não ter conseguido me doar 100% por causa de medos e inseguranças relacionados à minha sexualidade. Eu tinha muito receio de como isso iria repercutir aqui fora, tanto para mim quanto para minha família. Ser gay não é fácil, e isso me deixava inseguro. Outro erro foi me apegar rápido às pessoas e ser leal muito cedo, o que me fez tomar partido por outros e me perder no jogo. Eu deveria ter me posicionado de um lado só, não importava qual, mas firme. Infelizmente, percebi isso apenas no final, quando já era tarde.
Apesar de não ser tão próximo ao grupo do quarto Sonho da Eternidade, houve ocasiões em que você e o Breno se juntaram a eles para combinar votos. Como avalia essa posição de jogo?
Sempre tive carinho pelas pessoas do quarto da Eternidade, como Babu, Juliano, Boneco (que veio comigo da casa de vidro) e Chay. Tive uma questão pequena com Ana Paula, mas lá dentro tudo ganha proporções maiores. Acabei tomando a dor do que aconteceu com Maxiane. Hoje, vendo de fora, percebo que a situação com Ana Paula foi mínima e eu a transformei em algo grande. Gosto muito dela, mesmo com as implicâncias. Faltou percepção e força para me situar em um lugar só. Minha questão foi tomar dores que não eram minhas e esquecer que o jogo era individual. Um exemplo foi a situação com Jonas, que virou justificativa para ele me colocar no paredão, mesmo não tendo sido algo diretamente comigo.
Como acredita que as duas irão se posicionar daqui para frente? E o Breno, após a sua saída?
Já sentia que iria sair, porque tinha consciência da minha flutuação e de não estar me entregando por inteiro. Tive crises de ansiedade e insegurança pela questão da sexualidade e pelo medo de minha família ser atacada. Antes de sair, falei para o Breno: “Se posicione. Fique do lado dos meninos, Babu, Juliano e Boneco.” Mas sei que as meninas vão querer conversar com ele, e Breno cede muito fácil. Espero que não ceda, porque minha eliminação foi consequência disso. Se elas tivessem me colocado sentado [na prova do Líder] uma ou duas vezes e eliminado Jonas ou Cowboy, que são fortes em provas, eu ou Breno poderíamos ter vencido a liderança e mudado o cenário. Infelizmente, percebi isso tarde demais.
Depois da indicação do líder Jonas, você relembrou que ele havia te colocado no primeiro castigo do monstro da temporada e que não teria argumentos para votar em ti. Imaginava receber essa indicação ou o voto dele te pegou de surpresa? 
Eu já imaginava. Minutos antes do paredão, senti que seria eu e perguntei ao Breno se estava preparado, porque seríamos os dois na berlinda. Jonas tinha colocado Babu, que puxou Sarah, e ela saiu. Então, se ele colocasse Juliano, poderia eliminar Alberto, amigo dele. Ele preferiu o caminho mais fácil. Infelizmente, estamos em uma fase do jogo em que eles acham que os pipocas são fracos. Tenho até dó quando colocarem Chai no paredão, porque vão ver que não somos fracos. Fico feliz por Chaiany, que tem um coração enorme e uma inocência boa. Inclusive, Ana Paula perguntou a Jonas por que ele me indicou, e ele disse que as outras opções, Milena e Chai, estavam imunizadas. Ou seja, mais uma vez, tudo sobre os pipocas. Mas é aí que eles vão se surpreender.
Neste paredão, o grupo do qual ele faz parte conseguiu colocar três adversários na berlinda. Acha que faltou articulação ou foi questão de sorte?
Eu conseguia articular bem, mas não pensei que o voto de Alberto estava vetado. Se tivesse percebido isso, teria articulado para colocar Jordana e Maxiane no paredão. Quando fui indicado, queria ter ido com Maxiane, mesmo que saísse. Podia ter gritado na sala: “Votem em Maxiane!”, mas não fiz. Talvez tivesse mudado tudo. Para mim, seria mais confortável sair contra ela do que contra pessoas do meu grupo.
Você e o Breno protagonizaram o primeiro beijo da edição e desde então mantiveram uma relação próxima dentro da casa. Foi ele seu maior aliado? 
Sim. Falei para ele que, se não estivesse tão próximo, eu teria me perdido ainda mais. Mesmo com meus medos e inseguranças, ele conseguia me reconectar comigo em momentos difíceis. Foi uma aproximação genuína, de afeto, que quero levar para fora da casa, seja da forma que for.
Que amizades fez no BBB e deseja cultivar aqui fora?  
Chai, Leandro, Juliano, Babu, Samira e Breno, claro. Quero ver como ficará a situação com Ana Paula e Milena, porque tenho carinho por elas. As outras meninas ainda me deixam chateado, então prefiro falar das pessoas de quem tenho certeza.
Quais são seus planos a partir de agora? Pretende seguir atuando na Medicina e voltar para Currais Novos (RN)? 
Meus planos serão conforme Deus me guiar. Se aparecer trabalho, adoro fotografar, fazer publicidade, televisão… O que vier, estarei aberto. Se não, volto para minha cidade para exercer a Medicina com orgulho, porque amo ajudar pessoas. Comentei com Babu que um dos meus maiores sonhos é ir até a África para ajudar com meu trabalho quem realmente precisa.
Se pudesse montar seu pódio agora que deixou a disputa, como ele seria? 
Chai, Breno e Leandro.

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