Chico Regueira, Francini Augusto, Lilian Ribeiro e Alexandre Henderson conduzem o 'Apoteose do Samba

Chico Regueira, Francini Augusto, Lilian Ribeiro e Alexandre Henderson conduzem o ‘Apoteose do Samba
Como homenagem aos profissionais que constroem o Carnaval ao longo de todo o ano, muito além dos dias de desfile, e que fazem a maior festa popular do país acontecer, a TV Globo estreia, no dia 31 de janeiro, uma nova edição do programa ‘Apoteose do Samba – Gente que Faz’. Com apresentação de Chico Regueira, Francini Augusto, Lilian Ribeiro e Alexandre Henderson, a atração vai ao ar em dois episódios, aos sábados, e aborda a força econômica do Carnaval, os empregos gerados pela festa, a indústria do samba e tradições que atravessam gerações, como a feijoada e a convivência entre as escolas.

‘Apoteose do Samba’ fala da importância das baianas, que representam ancestralidade, fé e memória

O programa reúne casais de mestre-sala e porta-bandeira das 12 escolas do Grupo Especial
“A proposta do programa é contar a história do samba pela perspectiva de quem o faz. O samba é uma cultura completa, com gastronomia, moda, costumes, forma de organização e composição das escolas. Também gera emprego e renda e acontece o ano inteiro, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. O programa joga luz sobre o trabalho e os bastidores que não aparecem para o público”, explica Chico Regueira.
Gravado na quadra da Portela, em Madureira, uma das fundadoras do Carnaval carioca e maior campeã do Carnaval do Rio de Janeiro, o programa reúne intérpretes e mestres de bateria das 12 agremiações do Grupo Especial, além de casais de mestre-sala e porta-bandeira, integrantes da velha guarda, passistas e baianas, em uma roda de samba que dá o tom da edição. A partir desse encontro, o programa amplia o olhar para o universo que sustenta o Carnaval. “Reunimos representantes das 12 escolas em uma roda de samba, mas o ‘Apoteose’ vai além disso. A ideia é trazer reportagens e histórias dos profissionais que constroem o Carnaval nas mais diversas áreas”, destaca Lilian Ribeiro.
É o caso de Emerson Dias, intérprete da Acadêmicos de Niterói, no Rio de Janeiro, e da Mocidade Unida da Mooca, em São Paulo. Fora da avenida, Emerson atua no setor de telecomunicações. Durante os desfiles, além de conduzir o samba-enredo e animar componentes e público, ele é o técnico responsável pela comunicação de sua operadora na Marquês de Sapucaí. “Já aconteceu de, na hora de entrar para desfilar, eu receber mensagem dizendo que uma estação tinha parado. Quando termina o desfile, volto pelo Sambódromo resolvendo o problema, ainda vestido de intérprete”, conta.
O programa também aborda a presença feminina no samba, reunindo compositoras pioneiras, como Dona Ivone Lara, novas intérpretes que ocupam espaços de destaque no Carnaval e as baianas, que representam ancestralidade, fé e memória. Com seus trajes e giros na avenida, elas simbolizam as “tias” que acolhiam sambistas e mantiveram vivas as práticas da cultura afro-brasileira, sendo um elemento fundamental e obrigatório nos desfiles.
Da cozinha da quadra de Oswaldo Cruz, Alexandre Henderson ouve as cozinheiras responsáveis pela alimentação dos integrantes e visitantes da escola atualmente, dando continuidade à tradição iniciada por Tia Vicentina, figura histórica da Portela. Marquinhos de Oswaldo Cruz, um dos idealizadores do projeto de sambas com feijoada, conta que a iniciativa começou em 2003. “Era uma roda de samba com feijoada para a velha guarda e amigos de outras escolas. O encontro cresceu e chegou a reunir 10 mil pessoas. A tradição se espalhou pelo mundo do samba”, relembra. O feijão é patrimônio imaterial da escola, tradição mantida por Tia Surica, baluarte da azul e branco.
“Estar na Portela, que recebe as 12 escolas do Grupo Especial, tem um simbolismo importante. O samba, a feijoada e esse movimento ajudam a criar encontros e fortalecer laços entre as escolas”, diz Alexandre Henderson.
O programa também aborda a presença do samba nas redes sociais. Para isso, ouve o influenciador Felipe Voigt, conhecido como “o ruivo”, que cria quadros de comédia em seu perfil, com imitações de musas das escolas, em produções feitas com materiais do dia a dia.
“Existe um universo que vai além da Marquês de Sapucaí. O programa mostra os bastidores, o trabalho nos barracões, nas feijoadas e em outras frentes, com um olhar jornalístico atento para tudo o que sustenta o Carnaval além do dia do desfile”, afirma Francini Augusto.