
A entrada de Solange Couto no Big Brother Brasil 26, que estreou recentemente na TV Globo, reacendeu discussões sobre corpo e mudanças físicas na maturidade. Aos 69 anos, a atriz passou a ser comentada nas redes não apenas por sua postura no confinamento, mas também pelas alterações visíveis em sua aparência, resultado de um processo iniciado em 2013, quando se submeteu a uma cirurgia bariátrica aos 56 anos. A perda de cerca de 40 quilos em aproximadamente 12 meses deu início a uma fase posterior de intervenções cirúrgicas realizadas ao longo dos anos seguintes, no contexto do pós-emagrecimento.
Ao falar sobre as mudanças físicas que voltaram a ganhar atenção com sua participação no reality, Solange explicou que as cirurgias feitas após a bariátrica atenderam a necessidades surgidas depois da grande perda de peso. A atriz ressaltou que as decisões não estiveram ligadas à vaidade, mas às transformações do próprio corpo ao longo do tempo. “Não foi capricho. Eram coisas que estavam me incomodando. As pessoas criticam, mas o corpo é meu”, afirmou.
Do ponto de vista médico, a idade em que a cirurgia bariátrica é realizada não é um fator isolado para a indicação de procedimentos posteriores, explica a cirurgiã plástica Thamy Motoki, especialista em cirurgia pós-bariátrica (CRM 166619/SP), médica da Revion International Clinic, em São Paulo. Segundo ela, a avaliação leva em conta o estado geral de saúde do paciente, a estabilidade do peso e o acompanhamento clínico ao longo do tempo. “A bariátrica é o início de uma nova etapa. O acompanhamento médico e as cirurgias reparadoras são complementares”, afirma.
Em casos de pós-emagrecimento, a médica explica que procedimentos como mega lipo, retirada de excesso de pele e mamoplastia fazem parte de uma reconstrução corporal comum após perdas expressivas de peso. De acordo com Dra. Thamy, a mega lipo é utilizada para melhorar o contorno de regiões como braços, abdômen e área do queixo, enquanto as cirurgias reparadoras tratam a flacidez causada pela pele excedente. “A pele em excesso pode causar infecções, limitação de movimento e desconforto físico. O que está em jogo é a funcionalidade do corpo, não apenas a aparência”, explica.