
Emmy 2025 – Carlos Araujo
Na Globo desde a década de 90, Carlos Araújo iniciou sua carreira como assistente de direção de ‘Barriga de Aluguel’ (1990), de Glória Perez. Desde então, integrou a equipe de direção de novelas e minisséries da emissora, tendo em seu currículo obras como ‘Fera Ferida’ (1993), ‘O Rei do Gado’ (1996) e ‘Força de um Desejo’ (1999). A partir de 2001, passou a assinar a direção geral de novelas. Sua primeira na função foi ‘Estrela Guia’ (2001). Em seguida, atuou em outros folhetins, como ‘Esperança’ (2002), ‘Belíssima’ (2005), ‘Cheias de Charme’ (2012), entre outras. Em 2019, foi supervisor artístico de ‘Malhação: Toda Forma de Amar’, com direção geral de Adriano Melo. Nesse mesmo ano, também foi diretor artístico de ‘Éramos Seis’, com direção geral de Pedro Peregrino. Em 2022, foi diretor artístico de ‘Todas as Flores’, de João Emanuel Carneiro, com quem repetiu a parceria em ‘Mania de Você’ (2024), indicada ao Emmy Internacional de Melhor Novela em 2025.
O que o público pode esperar de ‘Coração Acelerado?’
O público pode esperar uma novela vibrante, solar, que une música, romance e humor em uma história cheia de emoção. ‘Coração Acelerado’ é uma comédia romântica musical que mergulha no universo sertanejo, trazendo a força feminina e os conflitos familiares como pano de fundo.
Vocês estão prevendo participações de nomes consagrados da música, como isso contribui para a trama?
As participações de artistas consagrados, como Maiara & Maraisa, Naiara Azevedo, Daniel, Michel Teló e Ana Castela, dão autenticidade à narrativa e aproximam ainda mais o público desse universo. Elas não são apenas aparições, ajudam a contar a história e reforçam a conexão entre ficção e realidade, criando momentos únicos na trama. Musicalmente, será um grande presente para o público. Qual a importância de terem gravado as primeiras cenas da novela em Goiás? Goiás é o coração do sertanejo e traduz a essência da novela. Gravar as primeiras cenas lá foi fundamental para dar verdade à narrativa. Queríamos que o público se reconhecesse nas histórias, e isso só seria possível mergulhando na cultura local. As paisagens do Cerrado, a culinária típica e os cenários icônicos do estado agregam autenticidade e beleza cinematográfica à trama. Essa imersão permitiu criar uma identidade forte com a região e com o povo goiano.
Por que escolher gravar cenas de shows de João Raul (Felipe Bragança) em festivais reais? O que isso exigiu em termos de produção?
Gravar em festivais reais foi uma decisão para levar ao público a energia genuína dos grandes eventos sertanejos. Isso exigiu uma logística complexa: integração com equipes dos shows, captação de som e imagem em ambientes dinâmicos. Um exemplo foi a cena gravada durante um show de Maiara & Maraisa, em Crixás (GO), onde o personagem João Raul subiu ao palco para apresentar uma música inédita. Essa escolha trouxe realismo e emoção que seriam impossíveis de reproduzir em estúdio.
O que tem sido mais desafiador na direção desta novela?
O maior desafio é equilibrar duas linguagens: a dramaturgia clássica e a estética dos grandes shows. Temos cenas intimistas, carregadas de emoção, e momentos grandiosos, com multidões e música ao vivo. Conciliar isso sem perder ritmo e mantendo qualidade artística é um trabalho minucioso. Além disso, criar uma identidade visual que dialogue com a cultura goiana sem cair em estereótipos tem sido um exercício constante.
Quais são os principais diferenciais de ‘Coração Acelerado’? O que você destacaria da novela até agora?
O grande diferencial é a fusão entre novela e música sertaneja, com uma pegada contemporânea e protagonismo feminino. Destaco também a autenticidade das locações, a força dos personagens femininos e a trilha sonora original, que vai emocionar e embalar o público. É uma obra que celebra a cultura brasileira, conecta gerações e traz temas atuais como redes sociais, fama e empoderamento.