
Fotos: @gessica | @virginia | @karolrosalin | CO Assessoria
O Carnaval 2026 começa a ganhar forma com a confirmação de nomes de grande visibilidade pública em diferentes postos das escolas de samba, e a estreia que mais concentrou atenção até agora é a de Virgínia Fonseca, anunciada como rainha de bateria da Grande Rio. Ao comentar o novo papel, Virgínia afirmou que vive o momento com emoção, frio na barriga e senso de responsabilidade, destacando que entende o peso simbólico do cargo. Segundo ela, desde o anúncio passou a ser mais observada e comparada, o que aumentou a cobrança antes mesmo dos ensaios abertos, mas a influenciadora diz transformar essa expectativa em motivação para se preparar e representar a escola com respeito à comunidade e aos ritmistas.
Em São Paulo, a estreia de Karol Rosalin como madrinha de bateria da Acadêmicos do Tatuapé ajudou a dar nome a esse tipo de cobrança antecipada. Ao falar sobre a repercussão do convite, Karol passou a usar a expressão “patrulha do samba” para definir o julgamento que surge no momento em que o nome é anunciado, quando a estreia ainda está em construção, mas a avaliação já acontece como se o desfile tivesse ocorrido. Segundo ela, a cobrança costuma ignorar o processo de aprendizado, os ensaios e a dedicação, e se concentra na tentativa de deslegitimar quem chega ao Carnaval vinda de outros universos.
Outro nome confirmado para o Carnaval 2026 é o de Kamila Simioni, que assume o posto de rainha de bateria da Imperatriz da Paulicéia. Simioni afirmou que já esperava uma reação intensa por se tratar de um cargo central e visado e que decidiu responder investindo em aulas de samba e preparação física. Segundo ela, críticas e comparações surgem antes mesmo da estreia oficial, mas o foco tem sido honrar a escola e chegar pronta para o desfile.
Além das estreias ligadas diretamente à bateria, outras famosas também marcam presença no Carnaval 2026 em postos de destaque. No Salgueiro, Gkay e Cintia Dicker foram confirmadas como musas da escola. Mesmo fora do comando rítmico do desfile, as duas relatam que a visibilidade do Carnaval amplia a exposição e a cobrança desde o início da preparação.
As trajetórias dessas estreantes ajudam a dar sentido à expressão “patrulha do samba”, usada por Karol Rosalin para definir a pressão que antecede a avenida. Em comum, elas mostram que a estreia no Carnaval não começa no dia do desfile, mas no anúncio do nome, quando fama, tradição e expectativa se cruzam e transformam a preparação em um processo acompanhado de perto pelo público.